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ANTES JULGADOR, AGORA SENDO JULGADO

Duas expressões populares encaixam perfeitamente no comentário de hoje. Elas têm o mesmo sentido. Cabe ao caro e atento leitor escolher entre "Quem te viu, quem te vê" e "Quem era Naninha".

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: Marcos Wense
02/08/2024 às 18h50
ANTES JULGADOR, AGORA SENDO JULGADO

O personagem é o mesmo, se trata de Sérgio Moro, hoje senador pelo União Brasil, que já se acostumou a ser réu e pedir arrego a quem está lhe processando.

Moro andou dizendo que compraria um habeas corpus de Gilmar Mendes, insinuando que o ministro do Supremo Tribunal Federal, instância maior do Poder Judiciário, vende suas sentenças.

Moro, que já foi bolsonarista, depois antibolsonarista e voltou a ser bolsonarista, pode ser condenado por crime contra a honra e, como consequência, a perda do mandato. A Primeira Turma do STF acatou, por unanimidade, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Moro fica agora dizendo que tudo não passou de uma brincadeirinha. "Meu cliente fez uma brincadeira falando sobre a eventual compra da liberdade, uma brincadeira de festa junina", declarou o advogado do parlamentar.

Aquele Sérgio Moro, então juiz da Lava Jato, que terminou virando um invejável "cabo eleitoral" da candidatura de Jair Messias Bolsonaro à presidência da República, sucumbiu.

A contrapartida pelo reconhecimento de que a atuação do juiz Sérgio Moro na Lava Jato foi importante para a eleição de Bolsonaro, robustecendo o antipetismo, fez o eleito chefe do Palácio do Planalto o convidar para ser ministro da Justiça e da Segurança Pública.

Moro, sem pestanejar, todo orgulhoso, com a vaidade saltando aos olhos e já de olho na próxima sucessão presidencial, dando portanto um chega pra lá na reeleição do "mito", aceitou o convite. Deu no que deu: brigou com o chefe e terminou saindo pela porta do fundo do ministério.

Sérgio Moro julgador, depois de tanta empáfia e arrogância, se achando superior a tudo e a todos, passou a ser julgado.

Não sei como ficou a escolha do caro e atento leitor. A modesta Coluna Wense optou pelo ditado popular do "quem te viu, quem te vê".

COLUNA WENSE, 06.07.2024.

Marco Wense - Itabunense, Advogado e Articulista de Política. Assina a Coluna Wense, publicada diariamente em vários sites e blog da Bahia.

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MARCO WENSE
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Análise da “Coluna Wense” – Estilo e Personalidade

A "Coluna Wense" apresenta um estilo opinativo, direto e carregado de indignação. O autor utiliza uma linguagem acessível com vocabulário sofisticado, mesclando ironia e expressões populares, o que aproxima o texto do leitor comum.

O tom é crítico e emocional, com forte oposição à proposta de congelamento do salário mínimo. Recorre a sarcasmo e hipérboles para reforçar sua indignação.

A personalidade transmitida é a de um autor combativo, idealista e engajado na defesa dos trabalhadores. Demonstra desconfiança em relação às elites e instituições políticas e valoriza a Constituição como fundamento da justiça social.
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