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OS PARTIDOS E SEUS CACIQUES

O instituto da federação é mais um jeitinho brasileiro para manter a sobrevivência política de algumas siglas, dando um chega pra lá na temida cláusula de barreira.

Carlos Nascimento
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, SEGUNDA-FEIRA, 01.07.2024.
01/07/2024 às 13h42 Atualizada em 01/07/2024 às 13h58
OS PARTIDOS E SEUS CACIQUES

Uma eventual desistência de um pré-candidato a prefeito pode acontecer antes ou depois das convenções partidárias, que tem o prazo de 20 de julho a 5 de agosto para serem realizadas.

Na convenção, não só dos partidos como das federações, se delibera sobre a escolha de quem vai encabeçar a majoritária, o vice, os postulantes ao Legislativo municipal e as coligações.

O instituto da federação é mais um jeitinho brasileiro para manter a sobrevivência política de algumas siglas, dando um chega pra lá na temida cláusula de barreira.

Quando uma coligação, federação ou um partido sozinho tem um bom tempo no horário eleitoral, o prefeiturável acha que pode melhorar sua performance nas pesquisas de intenções de voto pelo chamado "palanque eletrônico".

Outro ponto é o fundo eleitoral. O candidato se empolga com a possibilidade de receber uma boa quantia dos cofres públicos, que a promessa dos dirigentes partidários será cumprida.

Assentada na ingenuidade de acreditar no que foi prometido, na palavra do cacique, vem a decepção. O que passa a prevalecer é o pragmatismo, que manda o seguinte recado: ou melhora nas pesquisas ou vai ficar difícil manter a candidatura.

Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que esse "manter a candidatura" diz respeito ao aspecto financeiro, ao faz-me rir, como costuma dizer a sabedoria popular.

Portanto, o melhor conselho para os prefeituráveis é que fiquem atentos para as manobras de cima para baixo, que acontecem nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus.

O manda quem pode, obedece quem tem juízo, é implacável. Vem à tona, sem dó e piedade, a qualquer momento. O cafuné vira cascudo.

Eles, os caciques, os que se acham donos das agremiações partidárias, deixando de fora as poucas exceções, são portadores de um inominável cinismo ou, se o caro leitor preferir, de uma monstruosa falsidade.  

COLUNA WENSE, 01.07.2024.

Marco Wense - Itabunense, Advogado e Articulista de Política.  Assina a Coluna Wense, publicada diariamente em vários sites e blog da Bahia.

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MARCO WENSE
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Análise da “Coluna Wense” – Estilo e Personalidade

A "Coluna Wense" apresenta um estilo opinativo, direto e carregado de indignação. O autor utiliza uma linguagem acessível com vocabulário sofisticado, mesclando ironia e expressões populares, o que aproxima o texto do leitor comum.

O tom é crítico e emocional, com forte oposição à proposta de congelamento do salário mínimo. Recorre a sarcasmo e hipérboles para reforçar sua indignação.

A personalidade transmitida é a de um autor combativo, idealista e engajado na defesa dos trabalhadores. Demonstra desconfiança em relação às elites e instituições políticas e valoriza a Constituição como fundamento da justiça social.
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