
Não se misturam nunca, mas em tempos de pandemia pode ocorrer na política uma união entre forças antagônicas forçada pelas circunstâncias de momento, batendo de frente com as determinações de um presidente fake news, genocida por excelência. No caso da Bahia, não havia outra saída para o atual prefeito, senão acompanhar e compartilhar as decisões acertadas do governador em seguir as orientações estabelecidas pela OMS.
Quem se dispusesse a fazer o contrário conheceria o ostracismo político em pouco tempo. A recente derrota de Trump tem tudo a ver, ao demonstrar total desprezo pela saúde da população pobre em tempos de Covid-19, alcançando as maiores taxas de mortalidade dentre todos os países. Inaceitável para uma nação que se arvora em ser a maior economia do planeta, mas profundamente desigual sob o aspecto social.
Governou para os ricos e foi derrotado. Enquanto isso, por ocasião da assinatura do contrato no prédio da Governadoria para construção da ponte interligando Salvador/Itaparica, o atual prefeito não se fez presente e sequer enviou representante, atitude que reflete com exatidão a política oportunista nada condizente com aquela adotada no combate à pandemia. É tal e qual o avô, o qual, mesmo primando pela arrogância e prepotência, não podia ver abalado o prestígio, de tal forma que, mesmo se dizendo anticomunista, não perdia a oportunidade de se posicionar ao lado do líder comunista Fidel Castro, nas poucas vezes em que nos visitou.
Assim como a água e o óleo, a experiência de Rui Costa há de estabelecer a diferença entre o joio e o trigo.
Jorge Braga Barretto
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