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Laboratório de Genética Forense emite 82 laudos a partir de exames periciais de DNA

Exames são utilizados para identificação de crimes sexuais e também para identificação de pessoas desaparecidas

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
16/05/2022 às 10h15

O Laboratório de Genética Forense, do Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF), atua na coleta e verificação de amostras de DNA, que contribui com a identificação de pessoas desaparecidas, inclusive fornecendo respostas às famílias das vítimas. Apenas em 2022, já foram realizados 219 exames, que resultaram na emissão de 82 laudos periciais pelo Laboratório de Genética Forense do IAPF.

De acordo com o perito criminal Kleber Willer, antes do laboratório do IAPF de Sergipe, os peritos tinham que se deslocar para outros estados, o que impactava no tempo entre a coleta do material, a análise do DNA e a emissão dos laudos. O perito criminal detalhou que os exames de DNA são essenciais para as investigações. “Aqui no Laboratório de Genética Forense trabalhamos nos vestígios de crimes sexuais, naqueles que são coletados em locais de crime e também no banco de desaparecidos, que são os corpos que não foram identificados”, revelou.

O trabalho dos peritos também alimenta bases de dados nacionais que contribuem para a localização de pessoas desaparecidas. “Esse projeto começou ano passado e é contínuo. As pessoas que têm familiares  desaparecidos buscam a delegacia mais próxima, o IML ou o próprio IAPF. Feita a coleta do material biológico, ele é colocado no banco de perfil genético nacional, onde todas as amostras vão ser confrontadas, o que pode resultar na localização de um desaparecido”, explicou Kleber Willer.

Nesse trabalho, conforme especificou o perito criminal, há quatro etapas fundamentais para chegar ao resultado final da perícia por meio de DNA. “Temos a etapa da extração, em que pegamos amostras que nós recebemos e começamos a trabalhar o tratamento dessa amostra. Depois, nós vamos para a etapa de codificação para ver quanto de DNA tem aquela amostra. Em seguida, a amplificação da amostra e por último a fazemos a genotipagem, onde obtemos o perfil genético que vai ser confrontado", concluiu.

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