
A boa votação da primeira-dama Andréa Castro (PSD) para o Parlamento estadual, com mais de 36 mil votos em Itabuna, provocou o disse-me-disse de que será a candidata do prefeito Augusto Castro (PSD) na sua sucessão.
Andréa foi eleita com um total de 86.973 sufrágios, fortalecendo a opinião de que Augusto Castro não brinca em serviço, que só para de fazer política quando vai dormir.
O alcaide não poderá, por força da legislação eleitoral, disputar o terceiro mandato consecutivo ou, se o caro e atento leitor preferir, à re-reeleição.

Dois nomes despontam como prováveis pré-candidatos: Sônia Fontes, atual secretária municipal de Infraestrutura e Urbanismo, e Saulo Pontes, secretário de Infraestrutura do Estado da Bahia.
Augusto Castro, que conseguiu quebrar o tabu da reeleição, não quer nem ouvir falar do assunto sucessão municipal. Vai tratar do processo sucessório somente no segundo semestre do ano eleitoral de 2028.
Outro que postula ser o candidato do chefe do Executivo é Manoel Porfírio (PT), presidente da Câmara de Vereadores. A chance do edil diante de Sônia e Saulo é de zero.
Não sei o que passa pela cabeça de Augusto sobre uma candidatura da primeira-dama. O que posso dizer é que se Andréa sair candidata e for eleita, o gestor de Itabuna passa a ser um forte nome para o Senado no pleito de 2030.
Para que tudo isso aconteça, Andréa Castro tem que fazer um bom trabalho na Assembleia Legislativa do Estado, condição sem a qual nada de candidata a prefeita e nem de Augusto candidato ao Senado.
COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 7 DE OUTUBRO DE 2026.
Sobre o autor:
(*) MARCO WENSE é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no PÁGINA DE POLÍCIA e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
