
Ronaldo Caiado perdeu a memória. Como não bastassem as críticas sobre a ligação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, esqueceu que chamou o enteado de Michelle Bolsonaro de "um dos maiores assaltantes do Brasil".
E ainda disse que "tanto faz roubar com a mão esquerda ou a direita: quem rouba é ladrão".
Hoje, de olho em um ministério, faz cafuné no primogênito do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Caiado virou um ferrenho "flavista". O número 1 passou a ser um político honrado, exemplo de homem público, digno do cargo de presidente da República.
Que coisa, hein! E assim caminha a República Federativa do Brasil.
Se o caro e atento leitor preferir, a republiqueta brasileira.
(Coluna Wense, terça-feira, 6 de outubro de 2026).
Sobre o autor:
(*) MARCO WENSE é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no PÁGINA DE POLÍCIA e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
