
De pronto, sem fazer arrodeios, indo direto ao assunto, dizer que dirigente partidário não é proprietário de legenda, seja de esquerda, direita e suas variantes.
Falo, mais especificamente, dos presidentes estaduais dos partidos, salvo algumas pouquíssimas e honrosas exceções.
O mandonismo tem como principal aliado a chamada comissão provisória, que é renovável de acordo com a vontade unilateral de quem comanda o partido.
Basta o presidente da comissão provisória não concordar com uma posição da Executiva estadual para ser logo defenestrado. É o manda quem pode, obedece quem tem juízo.
E tem mais: quando o bambambam da agremiação partidária é pré-candidato ao Parlamento estadual ou à Câmara dos Deputados, o dirigente municipal sofre pressão para apoiá-lo, sob pena de perder o controle da sigla.
E mais: se um parente do que se acha dono do partido for candidato, ou até mesmo o bambambam, o presidente da comissão provisória deve apoiar.
Concluo dizendo que essa conversa de democracia nos partidos é pra boi dormir.
E vaca também.
COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 05.05.2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
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