
Duas declarações dos irmãos Bolsonaro, o senador Flávio e Eduardo, o primogênito e o número 3, motivaram vários comentários.
Eduardo, hoje morando nos Estados Unidos, disse, ao discursar na conferência do CPAC, que acontece no Texas, em um resort de luxo, que Flávio será "o próximo presidente do Brasil".
O otimismo de Eduardo também toma conta do pai e dos outros irmãos. As principais lideranças do PL têm a mesma opinião, com destaque para Valdemar da Costa Neto, presidente nacional da legenda.
Mas o que chamou atenção foi o pedido de Eduardo para a imprensa: "É a primeira vez que meu irmão mais velho me aplaude, por favor, registrem isso", disse o ex-deputado federal.
Se é a primeira vez, é porque Eduardo Bolsonaro nunca fez nada que merecesse o aplauso do irmão. Politicamente falando, o filho 3 só fez bobagem. Usando uma liguagem mais popular, só fez merda.
E a declaração do presidenciável Flávio Bolsonaro? O recado foi direcionado para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. "Sempre vou consultar meu pai, mas o candidato sou eu", disse o pré-candidato à sucessão de Lula.
Essa afirmação de que "o candidato sou eu" não tem como não ser interpretada como que sua candidatura ainda não está consolidada.
Lembrando ao caro e atento leitor que a madrasta Michelle Bolsonaro não tem um bom relacionamento com o enteado. A ex-primeira-dama sempre trabalhou nos bastidores pela candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo.
Michelle queria - ou ainda quer, segundo insinuações do enteado - ser a vice de Tarcísio. Deu claras demonstrações da sua irritação com Bolsonaro ao escolher Flávio como o representante do bolsonarismo no pleito presidencial de 2026.
Michelle só não foi mais dura com Bolsonaro, que indicou Flávio sem lhe comunicar, como se houvesse um receio de que sua decisão seria desfeita, por causa do estado de saúde do ex-presidente.
Concluo dizendo que a paz entre a madrasta e o enteado está muito longe de acontecer.
O que existe mesmo é muito teatro e cinismo.
COLUNA WENSE, SÁBADO, 28.03.2026
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
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