POLÍCIA 24 HORAS TIROS NO QUARTEL
Tiros dentro do quartel: soldado atira em major da PM no Centro Administrativo da Bahia
Confronto ocorreu dentro de unidade da corporação em Salvador e as duas policiais foram baleadas
23/03/2026 14h38 Atualizada há 2 meses
Por: Carlos Nascimento Fonte: Editoria de Polícia

Uma ocorrência grave envolvendo policiais militares chamou atenção em Salvador na manhã desta segunda-feira (23). O caso foi registrado por volta das 11h, durante uma oitiva realizada em uma sala do Comando de Policiamento da Região Central (CPRC-C), na Vila Militar do Centro Administrativo da Bahia (CAB), área que concentra parte da estrutura administrativa da corporação.

Durante o procedimento, a soldado Ana Beatriz de Jesus Alves Santos efetuou disparos de arma de fogo contra a major Caroline Ferreira Souza, que conduzia a oitiva. De acordo com as informações iniciais, a oficial estava ouvindo a policial quando, no decorrer da conversa, a soldado sacou a arma e atirou, atingindo a superior.

Um ponto que chama atenção no caso é o fato de a policial estar armada durante a oitiva. Em ambientes administrativos e em procedimentos formais dessa natureza, o esperado é a adoção de protocolos rigorosos de segurança, inclusive com controle sobre o porte de armas, justamente para evitar qualquer escalada de conflito. Situações como essa, que podem envolver tensão emocional e questões disciplinares, exigem cautela redobrada e medidas preventivas claras.

Após os disparos, outro policial interveio para conter a situação e houve reação, momento em que a própria soldado também acabou sendo baleada.

As duas policiais foram socorridas e encaminhadas para o Hospital Geral Roberto Santos, onde permanecem sob cuidados médicos. A major deu entrada na unidade em estado considerado grave.

A Polícia Militar informou que acompanha o estado de saúde das envolvidas, presta apoio às famílias e que o caso será investigado pelas autoridades competentes. A ocorrência deverá ser apurada tanto pela Polícia Civil quanto por meio de procedimentos internos da própria corporação.

O episódio é considerado extremamente grave porque ocorreu dentro de uma unidade militar, ambiente que representa disciplina, hierarquia e controle institucional. Quando um caso dessa natureza acontece dentro da própria corporação, o fato deixa de ser apenas uma ocorrência isolada e passa a levantar discussões sobre ambiente de trabalho, pressão psicológica, relações hierárquicas e controle de armamento institucional.

Além da apuração das responsabilidades individuais, o caso também deve levar à revisão de protocolos internos, especialmente no que diz respeito ao controle de armamento em ambientes administrativos e durante procedimentos sensíveis como oitivas.

O caso deve resultar em investigação criminal, procedimentos administrativos e possíveis consequências disciplinares dentro da instituição.

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