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Prefeitura inicia mutirão contra o mosquito Aedes aegypti no Petrolar

Em uma resposta direta ao aumento dos índices de infestação e notificações de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, a Prefeitura de A...

Redação
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Alagoinhas - BA
17/03/2026 às 13h17
Prefeitura inicia mutirão contra o mosquito Aedes aegypti no Petrolar
Foto: Reprodução/Prefeitura de Alagoinhas - BA

Em uma resposta direta ao aumento dos índices de infestação e notificações de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, a Prefeitura de Alagoinhas iniciou, nesta terça-feira (17), um grande mutirão de ações integradas no bairro Petrolar. A iniciativa, que une diversas secretarias municipais sob a coordenação da Sala de Situação de Combate às Arboviroses, tem como objetivo a eliminação de focos, limpeza urbana e diálogo com a comunidade.

O bairro Petrolar é uma das áreas que registrou número significativo de notificações de dengue, zika e chikungunya. Por esta razão, o mutirão foi iniciado na localidade com visita técnica dos agentes de endemias, orientação aos moradores e mobilização nas escolas. A ação segue nos próximos dias com varredura, retirada de entulhos, aplicação de bomba costal e limpeza de terrenos baldios.

Para os moradores, a presença ostensiva das equipes da Prefeitura garante mais segurança. Karine Nolasco, moradora da Rua Valdomiro Lima, destacou o risco que as famílias enfrentam. “Acho muito importante essa ação para conscientizar os moradores do risco que estamos vivendo hoje aqui no bairro. O número de casos está muito grande e, para nós que temos crianças e para nós mesmos, adultos, precisamos nos prevenir”, afirmou.

Mesmo quem acabou de chegar ao bairro já sente a importância do monitoramento. Eliene Bonfim, moradora há apenas quatro dias, já recebeu a visita dos agentes e destacou o estado de alerta que todos estão enfrentando. “A gente tem que tomar muito cuidado e fazer a nossa parte para evitar a doença”, disse ela, que mantém banheiros e vasilhas rigorosamente limpos.

O depoimento de Silvio Sales reforça a gravidade das arboviroses. Ele, que já teve Zika, relata que o impacto da doença ainda é sentido na família. “Meu sogro até hoje sente as dores. Muita gente que eu conheço teve. É necessário ter esse monitoramento para a gente melhorar”, pontuou o morador, lembrando que detalhes como um ralo esquecido podem se tornar criadouros.

O gerente de Endemias da Sesau, João Luiz Teixeira, ressaltou o trabalho domiciliar dos Agentes de Combate às Endemias (ACE), limpezas, fiscalização, notificação e, principalmente, o papel da população. “Para o enfrentamento da atual situação é importante que os moradores recebam as equipes de trabalhadores. Todos os profissionais exercem suas funções devidamente fardados e com identificação. Além disso, em caso de haver sintomas, a indicação é de procurar a unidade de saúde mais próxima da sua residência. A notificação oficial é o que permite à prefeitura identificar onde o mosquito está agindo e enviar as equipes de bloqueio”, concluiu.

Foto: Secom / Alagoinhas
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