
Ser mulher é, quase sempre, conciliar desafios, responsabilidades e sonhos. É batalhar para conseguir uma oportunidade no mercado de trabalho e, assim, buscar mudar a realidade da família; é liderar equipes em um hospital de alta complexidade e, ao mesmo tempo, buscar sensibilidade no cuidado. É enfrentar o desemprego durante a gestação e encontrar apoio para seguir em frente. No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, histórias de sergipanas revelam como os programas e investimentos do Governo do Estado têm promovido acolhimento, dignidade e possibilitado oportunidades reais para transformar vidas.
São trajetórias como a de Daiane Batista, que aos 24 anos celebra a conquista do primeiro emprego. Ela, assim como muitas jovens da sua idade, começa a trilhar o caminho da independência financeira ao alcançar a primeira oportunidade formal de trabalho. Beneficiária do Programa Primeiro Emprego da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), a jovem de Laranjeiras comemora a conquista. “É muito gratificante ver minha carteira assinada pela primeira vez e estar vivendo essa oportunidade incrível”, pontua.
Contratada como assistente administrativa, ela ressalta o impacto direto na renda familiar. “Moro com minha avó e, no momento, ela está sem ter uma renda fixa. Agora, posso ajudá-la, pagar o aluguel e colocar comida dentro de casa”, relata.
Acolhimento na maternidade
Aos 30 anos e grávida de sete meses, Laiza Nascimento Santos enfrentou o desemprego logo no início da gestação. Foi nesse período que conheceu o programa Mãe Sergipana, desenvolvido por meio da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), que tem impactado na vida de mulheres que mais precisam. “Vi no Instagram que as inscrições estavam abertas e resolvi me cadastrar. Pensei: o não eu já tenho, vou correr atrás do sim”, recorda.
Ao ser contemplada, ela recebeu o kit maternidade e um cartão no valor de R$ 200 mensais para despesas com alimentação, vestuário e cuidados básicos. Segundo ela, o apoio tem sido essencial para completar o enxoval da filha Lavínia. “Foi uma ajuda imensa. A gestação já traz muitos gastos e eu não tinha carrinho nem banheira. Consegui completar o enxoval da minha bebê”, revela.
Laiza destaca que o acolhimento vai além da ajuda material. “A mulher já está em um estado de vulnerabilidade na gestação. Ser acolhida nesse momento é muito importante. Senti-me feliz, honrada e abraçada”, conta a gestante, que parabeniza a gestão estadual pelo olhar sensível quanto às necessidades das mulheres sergipanas.
Apoio à mulher trabalhadora
No interior do estado, políticas públicas têm garantido suporte financeiro e segurança a pessoas que vivem da pesca artesanal. Entre elas está a beneficiária do programa Mão Amiga Pesca Artesanal Maria Pureza da Silva, moradora de Maruim. Ela relata que o cartão recebido representa alívio em um momento de dificuldade. Para ela, o benefício chegou como um ‘grande presente’, especialmente próximo ao Dia da Mulher. “Representa muita coisa, visto que a gente não tirou o defeso e isso veio como uma grande ajuda, uma grande alegria”, comemora.
Saúde e autoestima
Na área da saúde, o Opera Sergipe, executado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), tem transformado a realidade de mulheres que aguardavam por cirurgias eletivas. As irmãs gêmeas Mayra e Mayara Santos, de 21 anos, moradoras do Povoado Colônia, em Indiaroba, realizaram mamoplastia redutora pelo programa. “Saber que o nosso Governo olhou para gente dessa forma é muito gratificante. A palavra que resume tudo é gratidão”, relata Mayra.
A cirurgia, que vai além da estética e impacta diretamente na saúde física e emocional, trouxe alívio de dores e melhora na autoestima. Para elas, o acesso pelo sistema público representou dignidade e qualidade de vida. “Quando o médico explicou que precisaríamos reduzir o peso para entrar na fila, a gente decidiu mudar a rotina. Em pouco mais de um mês conseguimos emagrecer e fomos incluídas no Opera Sergipe. Não era só estética, era saúde”, conta Mayara.
Ainda segundo Mayara, foram muitos anos esperando, muitas frustrações, e o Opera Sergipe chegou para transformar essa realidade. “Não só a nossa, mas a de muitas outras mulheres que também sonham com essa cirurgia, com mais qualidade de vida, com mais autoestima e dignidade”, frisa.
Dedicação e superação
A enfermeira Gizelle Oliveira, 39 anos, hoje está à frente do Pronto-Socorro do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), e construiu um caminho marcado por dedicação e superação. Há 16 anos na profissão, ela iniciou no hospital como enfermeira assistencial na Ala Azul, setor pelo qual desenvolveu forte identificação. Segundo ela, coordenar o maior pronto-socorro do estado é um desafio diário, mas, também, motivo de realização. “Trabalhar no maior pronto-socorro do estado é um grande desafio, mas é o que eu gosto", revela.
Enquanto mulher em posição de liderança, Gizelle destaca a importância de manter sensibilidade e presença constante na rotina hospitalar. “É um grande desafio atuar em um ambiente com vários gêneros e lidar com pacientes em momentos de fragilidade. Por isso, buscamos sempre um atendimento mais humanizado. Sou líder, mas faço questão de estar presente diariamente com os pacientes, conhecer a realidade de cada um”, afirma.
Ao falar sobre sua trajetória, ela reconhece que o caminho até a coordenação exigiu esforço e preparo. “Para chegar à coordenação não foi fácil. Foram longos períodos na assistência. Trabalhamos sob pressão diariamente, mas é gratificante ver os resultados”, conta a coordenadora que deixa a mensagem às mulheres de dedicação, foco e estudo.
Nos últimos anos, a coordenadora observa avanços importantes na unidade, com melhorias estruturais e tecnológicas na saúde estadual, como a ampliação de exames de imagem e modernização de equipamentos, fortalecendo a assistência e garantindo um atendimento mais qualificado, inclusive, com olhar especial para as mulheres.
Espaço feminino em novas áreas
Nos canteiros de obras, mulheres também ampliam sua presença. No Complexo Viário Maria do Carmo Alves, obra desenvolvida por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi), profissionais ocupam funções técnicas em grandes empreendimentos de infraestrutura.
A assistente de qualidade Larissa Manoela Gama atua no controle de materiais e processos. “É uma obra de grande porte, uma grande oportunidade para mim. Estou aprendendo muito”, afirma, ao destacar que, apesar de ainda existir preconceito, as mulheres demonstram competência e capacidade de crescimento na área.
A assistente destaca a importância da presença feminina no setor, apesar dos desafios. “Já trabalhei na construção civil há alguns anos, parei um pouco e voltei. Vejo como uma oportunidade. Ainda existe preconceito, mas as mulheres têm um olhar diferenciado e mostram que também são capazes de executar e crescer nesse ambiente”, ressalta.
Seja na gestão, na saúde, assistência, nas obras de infraestrutura ou em programas como Primeiro Emprego, o foco do Governo de Sergipe é o mesmo: promover dignidade, ampliar oportunidades e garantir que cada sergipana seja vista, acolhida e respeitada.










