O senador Sergio Moro (União-PR), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (3), criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu a quebra de sigilo fiscal e bancário da empresa Maridt, ligada ao ministro do STF José Antonio Dias Toffoli. A quebra havia sido aprovada pela CPI do Crime Organizado para investigar supostas conexões da empresa com o Banco Master e organizações criminosas. Moro destacou que a liminar que suspendeu a quebra, concedida pelo ministro do STF Gilmar Mendes, impediu o prosseguimento da investigação conduzida pela CPI.
— Respeitamos, evidentemente, o Supremo Tribunal Federal. Sabemos que há ministros do Supremo Tribunal Federal preocupados com essa situação, mas ali houve uma manobra processual para impedir que a investigação seguisse o seu curso natural. Esperamos que haja um recurso desta Casa em cima dessa decisão. Esperamos que essa decisão possa ser revista. E esperamos que os fatos possam ser finalmente esclarecidos. Não pode haver, dentro do Estado de direito, alguém que esteja acima da lei. Isso vale para senador, isso vale para deputado, isso vale para presidente da República — disse.
CPIs
O senador também defendeu a revisão das regras constitucionais sobre o funcionamento das comissões parlamentares de inquérito (CPIs), especialmente quanto à obrigatoriedade de comparecimento dos convocados a prestar esclarecimentos. Ele afirmou que está preparando uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para fortalecer o trabalho das CPIs.
— Quando a comissão parlamentar de inquérito convoca um indivíduo para depor, seja na condição de testemunha, seja na condição de investigado, é imperativo que essa pessoa se faça presente, sob pena, após intimação regular, de ser conduzida coercitivamente, como ocorre no inquérito policial. Fazer-se ausente, ignorar a convocação parlamentar, coloca em descrédito o próprio instituto da comissão parlamentar de inquérito. Estou preparando uma proposta de emenda constitucional para deixar expressa, no texto constitucional, essa interpretação — afirmou.
Após aprovação na Câmara, Senado analisará fim da escala 6x1
O Senado recebe nos próximos dias a proposta de emenda à Constituição que estabelece a jornada máxima de trabalho em 40 semanais, permitindo aos tr...
Debatedores pedem controle estatal menor em política de minerais críticos
Em debate nesta quinta-feira (28) na Comissão de Infraestrutura (CI), representantes do setor de mineração defenderam a criação da política de mine...
Licença remunerada de seis meses para servidora afastada por violência vai à CCJ
A servidora pública federal que estiver em situação de violência doméstica e familiar poderá se afastar por até seis meses do trabalho sem perder o...
CEsp aprova regras para Copa Feminina e prêmio para jogadoras pioneiras
A Comissão de Esporte do Senado (CEsp) aprovou nesta quarta (27) o projeto que estabelece regras para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que acontec...
CDH aprova validade indeterminada para avaliação de deficiência permanente
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (27) projeto que atualiza o prazo de validade da avaliação biopsicossocial de defic...

Plano do Governo Jerônimo atribui à gestão federal a falta de investimento na segurança pública da Bahia; entenda
FAMÍLIA E PRISÃO: presença inconteste e repercussões invisibilizadas
A infraestrutura invisível da vigilância no Brasil (Parte 3): monitoramento político, dissenso e os riscos democráticos da vigilância integrada.
DADOS DO ATLAS DA VIOLÊNCIA DE 2026 EVIDENCIAM AS DINÂMICAS DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES NO BRASIL
PRESENÇA QUE PROTEGE E APROXIMA: O Impacto da Base Fluvial Arpão na Cidadania e Segurança das Comunidades do Solimões.




