
João Roma, presidente estadual do PL, ex-ministro do então governo Bolsonaro, passa a ser a "tábua de salvação" da reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Parece estranho, mas é isso mesmo: João Roma é o fiel da balança do segundo mandato do chefe do Palácio de Ondina, que quer igualar seu currículo político ao de Jaques Wagner e Rui Costa, duas vezes governador da Boa Terra.
Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que um rompimento do senador Angelo Coronel (PSD) com o PT pode levar o favoritismo de ACM Neto (União Brasil) a ficar mais consolidado.
Como condição para romper com a base aliada do lulopetismo, Angelo Coronel, que tem o apoio da maioria dos prefeitos do PSD, quer ser o único candidato a senador (reeleição) na majoritária oposicionista encabeçada por ACM Neto.
O problema é convencer Roma a desistir da disputa pelo Senado. Um atrito com o PL é suicídio político. Além de se indispor com o eleitorado bolsonarista, tem o bom tempo de TV e muito dinheiro do fundo eleitoral, que é a "galinha" dos ovos de ouro do pleito de 2026.
Prevendo que ACM Neto não vai ter sucesso nessa articulação de convencer João Roma a abrir mão da sua candidatura ao Senado, o Coronel começa a dar sinais de que pode aceitar os mimos do PT envolvendo seus dois filhos, o deputado estadual Angelo Coronel Filho e o federal Diego Coronel, ambos do PSD.
Angelo Filho teria o apoio do PT e das legendas aliadas para ser o próximo presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALBA). Diego Coronel seria o vice de Jerônimo.
O governador e Diego Coronel já estão conversando. Salta aos olhos que no encontro uma pergunta é sempre feita: E o MDB dos irmãos Vieira Lima, Lúcio e Geddel, como fica? A legenda tem a prerrogativa de indicar o vice de Jerônimo.
João Roma pode ser a "tábua de salvação" da reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. Outro lembrete é que mais de 50 prefeitos do PSD fazem parte do clã do Coronel.
Pelo andar da carruagem, a majoritária puro-sangue, idealizada pelo senador Jaques Wagner, considerado o "bruxo" da política da Bahia, vai vingar.
PS - Arrumaram um jeito, o chamado "jeitinho brasileiro", de resolver os imbróglios inerentes ao processo político: agradar os filhos e as esposas das lideranças políticas.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
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