
Não tem como não lembrar de Magalhães Pinto, que foi deputado federal, senador e governador de Minas, quando se faz uma análise política, principalmente projetando o que pode acontecer.

Foto: MAGALHÃES PINTO
"Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou", dizia Magalhães Pinto, que exerceu a função de ministro das Relações Exteriores no governo militar do General João Figueiredo.
Diria que a política não é um poste. O movimento é cinético. Surpresas e sobressaltos são elementos inerentes ao movediço, cruel e traiçoeiro mundo da política. Costumo dizer que os menos espertos dão beliscão em azulejo. Imagine, caro e atento leitor, os mais danadinhos.
Portanto, fica perdoável a análise sobre uma previsão que deu errada em relação a fulano, beltrano ou sicrano. O vento da política faz a nuvem mudar.

Foto: Coronel e Otto
Segue abaixo, ipsis litteris, um parágrafo da modesta Coluna Wense de 27 de novembro de 2025.
"Não acredito que o senador Otto Alencar, dirigente-mor do PSD, fique do lado do PT em detrimento do também senador Angelo Coronel, companheiro de partido que busca sua legítima reeleição assentada no argumento que é o mesmo de Jaques Wagner: o da candidatura natural".
Mas tem também o acerto: "A impressão que vai ficando é que o lulopetismo não está levando a sério o Coronel". A defenestração do Coronel da majoritária, sem dó e piedade, é dada como favas contadas, irreversível.
E qual o fato que poderia acabar com o imbróglio na composição da majoritária? A resposta é vapt-vupt, sem pestanejar: a substituição de Jerônimo Rodrigues por Rui Costa. O chefe do Palácio de Ondina cumpriria seu mandato na íntegra, como fez o ministro Rui Costa, então governador.

Foto: Lúcio e Geddel
E essa conversa de Jerônimo sair candidato a deputado federal? O problema, diria até que é um problemão, é Jerônimo deixar o governo sob o comando do MDB dos irmãos Vieira Lima, Lúcio e Geddel. O substituto imediato do governador é o vice, o emedebista Geraldo Júnior.
Disse no comentário de ontem, se referindo a Otto Alencar e Angelo Coronel, ambos do PSD, que não se fazem mais compadres como antigamente. O saudoso jornalista Eduardo Anunciação, na sua conceituada coluna no Diário Bahia, gostava de usar a expressão "priscas eras".
Pelo andar da carruagem, Angelo Coronel vai ficando cada vez mais decepcionado com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, cujo silêncio em torno da majoritária puro-sangue petista, já rotulada pela oposição de "chapa da soberba", é ensurdecedor.
Será que a nuvem vai tomar outro formato, com Angelo Coronel aceitando os mimos do PT para evitar sua ida para o netismo?
Não acredito que o Coronel irá cruzar os braços, aceitar pacificamente, ficar inerte diante da tentativa de rebaixá-lo a "cabo" no pleito de 2026.
COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 14.01.2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
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