
O indicado para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) tem que ter notório saber jurídico, contábil ou de administração pública. É o que preceitua a Lei Maior.
A Constituição também diz que é preciso ter "mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que demande os conhecimentos mencionados".
Fora dessas exigências, é o mesmo que colocar um dentista para fazer um procedimento cirúrgico no coração. "Cada macaco no seu galho", diz o ditado popular.
Assentado nos requisitos da Carta Magna, a Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros dos Tribunais de Contas (Audicon) está questionando a indicação do deputado federal Josias Gomes (PT).
Alega também que o parlamentar é "um agente estranho à carreira de auditor", com o argumento de que a Constituição exige que "uma das vagas de escolha do governador seja ocupada por um auditor do próprio tribunal".
A indicação de Josias Gomes, ex-presidente estadual do PT e ex-aliado do "companheiro" Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna por dois mandatos, vai de encontro à Lei Maior.
Josias Gomes tem um caminho cheio de obstáculos. O maior deles é a Constituição, que não pode ser desdenhada para satisfazer interesses políticos, seja por grupos de esquerda ou direita.
Indicar correligionários políticos para os tribunais, seja da União, dos Estados e dos municípios, tem como nefasta consequência o desestímulo de quem chegou na função por mérito.
Lembrando ao caro e atento leitor que a Assembleia Legislativa (ALBA) está impedida de atender o pedido do chefe do Palácio de Ondina, até que o STF julgue a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT-reeleição) vai recuar na indicação de Josias Gomes? A pergunta começa a ser feita nos bastidores do lulopetismo da Boa Terra.
COLUNA WENSE, SEGUNDA-FEIRA, 22.12.2025.
(*) MARCO WENSE, advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
- Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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(*) COLUNA WENSE circulando nos gabinetes dos deputados e senadores.
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