
Quem acompanha a modesta Coluna Wense sabe que venho dizendo que a defenestração do senador Angelo Coronel (PSD-reeleição) da majoritária da base aliada do lulopetismo pode transformar o sonho da reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em um grande pesadelo.
Como o chefe do Palácio de Ondina sabe que não vai conseguir convencer os companheiros Jaques Wagner e Rui Costa da importância do apoio do Coronel, da sua presença na majoritária, vem agora com um tal de "pacotaço", que é uma espécie de "toma lá, dá cá", o que faz lembrar o centrão.
O cafuné no Coronel envolve os dois filhos. O deputado federal Diego Coronel (PSD) seria o vice de Jerônimo, dando um chega pra lá no MDB dos irmãos Vieira Lima, Lúcio e Geddel. Ao outro filho, deputado estadual Angelo Coronel Filho (PSD), o fortalecimento da sua reeleição e o apoio na próxima eleição para à presidência da Assembleia Legislativa.
O Coronel já disse, em alto e bom som, como estivesse usando um megafone, que não aceita o tal do "pacotaço", que sua candidatura à reeleição pertence aos prefeitos da Bahia, "aos quais tenho dedicado o mandato de senador".
Ao comentar a hipótese de que pode lançar sua candidatura de forma "desgarrada", mandou o seguinte recado para o lulopetismo da Boa Terra: "Não posso ficar com quem não me quer". Lembrando ao caro e atento leitor que a ideia da chapa puro-sangue petista é do também senador Jaques Wagner (PT-reeleição).
Pelo andar da carruagem, o imbróglio está longe de ser solucionado. O Coronel perdeu um importante aliado na sua luta para integrar a majoritária, também rotulada de "chapa da soberba": o senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD.
A indicação do deputado federal Otto Filho (PSD) para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), com o entusiasmado apoio de Jerônimo Rodrigues, deixou Otto pai refém do lulopetismo.
Concluo dizendo que a aceitação do "pacotaço" seria o começo da derrocada política do senador Angelo Coronel, uma mancha no seu currículo de vida pública.
COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 17.12.2025.
(*) MARCO WENSE, advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
- Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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