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Zambiapunga celebra raízes afro-brasileiras em Nilo Peçanha neste fim de semana

Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), o Zambiapunga será celeb...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Bahia
30/10/2025 às 23h16
Zambiapunga celebra raízes afro-brasileiras em Nilo Peçanha neste fim de semana

Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), o Zambiapunga será celebrado no município de Nilo Peçanha, no Baixo Sul do estado, durante a VI Semana de Arte e Cultura Zambiapunga, que acontece a partir desta quinta-feira (30) até sábado (1º). A manifestação, uma das mais expressivas do patrimônio imaterial baiano, reafirma a força das tradições afro-brasileiras.

A programação inclui apresentações artísticas, cortejos, oficinas, exposições e Feira de Economia Solidária, reunindo a comunidade local e visitantes em torno da preservação dessa herança ancestral. A abertura contará com roda de capoeira e show de Magno Netto e convidados. Nos dias seguintes, o público poderá participar do Zambiapunga Mirim, feijoada comunitária, rodas de música e do tradicional cortejo da madrugada do Dia de Finados, momento de grande emoção e simbolismo para os moradores de Nilo Peçanha.

Símbolo de resistência e fé

Originário dos povos bantos do Congo e de Angola, o Zambiapunga é uma expressão que une o sagrado e o profano em um ritual de resistência e espiritualidade. Na madrugada de 1º de novembro, grupos mascarados percorrem as ruas da cidade ao som de enxadas, caixas, cuícas e búzios, evocando uma atmosfera de purificação e celebração da ancestralidade.

O nome “Zambiapunga” deriva do termo banto “Nzambi ampunga”, que significa “Deus Todo-Poderoso”, representando a conexão espiritual entre o humano e o divino.

A arte das máscaras e os significados das cores

As máscaras, elementos centrais do cortejo, são confeccionadas artesanalmente com lama e papel, depois secas e pintadas em cores intensas como vermelho e preto. Esse processo, conhecido como “confecção do medo”, transforma o temor em arte e reafirma a força simbólica da comunidade.

Entre os personagens principais estão o Diabo, vestido de vermelho, e a Morte, de preto, que simbolizam a dualidade entre vida e morte, luz e sombra. As cores dos trajes e chapéus também possuem significados: amarelo para alegria, vermelho para vitalidade, verde para equilíbrio e roxo para espiritualidade — elementos que reforçam o caráter ritualístico da manifestação.

Patrimônio vivo da Bahia

Inscrito desde 2018 no Livro do Registro Especial das Expressões Lúdicas e Artísticas, o Zambiapunga representa um dos mais importantes símbolos da identidade cultural do Baixo Sul. O reconhecimento concedido pelo IPAC destaca o valor histórico e social dessa tradição, que há gerações mantém viva a memória e os saberes da comunidade nilopeçanhense e reafirma o compromisso do estado com a valorização da diversidade cultural.

Entre as iniciativas de valorização e continuidade da manifestação, está o projeto “Zambiapunga Mirim – Cantos, Encontros, Mistérios e Resistência de Taperoá”, apoiado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB-BA). Com investimento de R$ 50 mil, a ação promove oficinas para crianças e adolescentes, incentivando o aprendizado e a transmissão dos saberes tradicionais às novas gerações.

A VI Semana de Arte e Cultura Zambiapunga é uma realização do Grupo Folclórico Cultural Zambiapunga, em parceria com a Prefeitura de Nilo Peçanha, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, com apoio do Governo do Estado da Bahia através do IPAC e dos Centros Públicos de Economia Solidária (Cesol), além de padrinhos culturais.

Programação 2025

30/10 – Quinta

18h – Abertura da Feira de Economia Solidária

19h – Roda de Capoeira

20h – Show de Magno Netto e convidados

31/10 – Sexta-feira

Manhã: Oficinas com escolas e agentes culturais; exposições e rodas de conversa

18h – Caminhada Cultural e início da Feira

19h – Abertura oficial da Semana

20h – Roda de músicos locais

22h às 2h – Shows de Nonoge, Samba de Saubara e Lívia Oliveira

01/11 – Sábado

2h – Saída da Alvorada

4h – Cortejo principal

6h – Concurso de Máscaras e Lêlê de Dionê

8h – Feijoada comunitária

Até 12h – Resenha Zambia

18h – Início da Feira e Cortejo do Zambiapunga Mirim

20h – Samba de Saubara

21h – Encerramento com Papa Capim

Fonte: Ascom/IPAC

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