ARTICULISTAS CIADADE NUA..…
SALVADOR, UMA CIDADE NUA: a realidade da violência urbana e a desorganização do Estado.
Mesmo com redução da pobreza e do desemprego, segundo o governo, a criminalidade segue em alta na capital baiana, expondo falhas na gestão pública, principalmente no que cabe a pasta da secretaria de segurança pública. Por CRISPINIANO DALTRO
25/08/2025 14h17
Por: Carlos Nascimento Fonte: Por CRISPINIANO DALTRO

Os teóricos com formação militar, conhecidos  especialistas em segurança pública afirmavam que a violência nas cidades era consequência da desigualdade social, do desemprego, da fome e da pobreza. Atualmente, segundo o próprio governo do Estado da Bahia, a taxa de desemprego encontra-se em um dos patamares mais baixos já registrados, a fome e a pobreza também foram reduzidas, mas a violência e a criminalidade e os assassinatos continuam a dominar a Cidade, sejam na periferia, ou em áreas consideradas nobres. Esses mesmos especialistas, não sei qual a estratégia que passaram a denominar os  bairros, circunscricionais em  “territórios” e “complexos”, a exemplo parte do bairro de Amaralina de "Complexo do Nordeste", que talvez esses especialistas se basearam no conceito social da diante de ser a comunidade diferenciada dos morados do outro lado da rua, conhecida de Amaralina.

O certo ou errado, que importa, são jovens de 17 e 18 anos, desocupados, apesar da maioria pele preta, mas todos da classe pobre, saem de casa antes do nascer do sol para atacar trabalhadores, com a facilidade do poder Público,  roubando celulares, alianças de casamento e agredindo suas vítimas. Esses delinquentes, outrora chamados apenas de “vagabundos” ou “gangues”, mais uma nova sigla, os tais especialistas passaram a promover ao status de “facções”.

Será realmente essa a raiz da insegurança pública em nossos bairros? Agora promovidos a estande de tiros, confrontos de bandidinhos armados e verdadeiras pirotecnia de violência já não se restringem à periferia. À noite, ao som das rajadas de armas, emissoras de televisão disputam audiência exibindo operações policiais que mais se assemelham a táticas de terror e guerra. Comboios militares cruzam as ruas, enquanto chefes criminosos profissionais e “empreendedores do crime” continuam a atrair jovens para o roubo de celulares – um mercado ativo a qualquer hora do dia.

Governo e autoridades de segurança pública, presas a teorias distantes da realidade e de uma ciência aplicada, parecem ter transformado essa “loucademia do crime” em uma triste rotina urbana. Não seria, então, a verdadeira causa desse cenário uma grave consciência de desordem de gestão pública, mantida por servidores e políticos incompetentes?

Enquanto isso, nossas cidades permanecem reféns de bandidos que alguns políticos tratam o crime como mercado de trabalho e profissão, que, por falta de respostas efetivas do Estado, seguem ampliando seus domínios.  Salvador, a capital da Bahia, parece cada vez mais despida do cobertor chamado segurança pública.

Apesar dos avanços sociais e econômicos, a violência em Salvador, como nas demais Cidades, expõe a fragilidade das políticas públicas de segurança. A omissão e a desorganização governamental transformam a cidade em um palco onde o crime se fortalece, e a população desprotegida paga o preço dessa falência administrativa.

A violência em Salvador não é apenas uma estatística. É uma realidade que invade as ruas, os bairros e a rotina dos cidadãos. Enquanto as autoridades discutem números e estratégias, a população sente na pele a ausência de políticas públicas efetivas e o descaso com a segurança. Uma delas, esses especialistas devem entender que não são câmeras instaladas irá reduzir os assaltos e a violência, mas sim a presença efetiva do aparelho físico do guarda policial  exclusivamente uniformizado nas ruas dia e noites, assim como o governador, entender que repartição pública da Polícia Militar, não são estruturas de concretos, tais como quartéis, companhias independente dormitórios, instaladas em bairros.

REPARTIÇÃO PÚBLICA DE POLÍCIA PREVENTIVA É NA RUA, 24 horas. Portanto, não se trata de falta de recursos, de efetivo policial, viaturas,  câmeras, etc... O que falta na verdade,   o que falta é Competência e de compromisso com quem vive a cidade no dia a dia.

O que se vê é um cenário exposto, sem filtros, que revela tanto o potencial quanto as fragilidades de uma capital que parece caminhar sozinha diante de seus problemas. Triste, mas a realidade de Salvador continua uma Cidade Nua...

(*) Crispiniano Daltro é administrador, pós-graduado em Gestão Pública de Municípios (UNEB). Foi coordenador e professor do curso de Investigador Profissional (FACCEBA), Investigador de Polícia aposentado, foi presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia, e coordenador da FETRAB (Federação dos Trabalhadores Públicos da Bahia).

Atualmente, mantém a coluna "Crispiniano Daltro" nos portais Página de Polícia e O Servidor, onde discute segurança pública, política e direitos trabalhistas, reforçando sua atuação em defesa dos servidores públicos.

# Redes Sociais e Contato:

E-mail: crispinianodaltro@yahoo.com.br

WhatsApp: (71) 99983-2476

facebook.com/crispiniano.daltro

Instagram: @crispinianodaltro

(*)  Crispiniano Daltro/PÁGINAdePOLÍCIA:

*COMENTE A MATÉRIA E COMPARTILHE, assim você estará apoiando o jornalismo independente.!*

*INSCREVA-SE* no Canal do YouTube do PÁGINA DE POLÍCIA - @tvpaginadepolicia  -  clique no *"GOSTEI"* e COMPARTILHE...: