Vi algumas imagens chocantes de seres humanos em Gaza. Peles sem nenhum vestígio de gordura no tecido subcutâneo, que parecem esqueletos vestidos de pele.
O corpo devorando a si mesmo.
O organismo consumindo sua própria proteína, a musculatura definhando. Parece partícula de uma grande massa de carne humana; uma massa da qual diariamente apodrecia um certo percentual por ter ficado sem vida. Um horror que o mundo já deveria ter dialogado para chegar a um basta, reduzindo os danos já cometidos.
Esse apagar pouco a pouco da fina película de vida pela fome. Antes de mais nada, filósofos e psicólogos podem discutir o que é real ou não, mas esta realidade não pode ser questionada por eles, este genocídio de quase dois milhões de palestinos.
por JOÃO MISAEL TAVARES LANTYER
E-mail: lantyer90@gmail.com
(*) Publicado no Jornal A Tarde, (Espaço do Leitor), edição de 15.08.2025
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