A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Vigilância Ambiental, encerrou, nesta sexta-feira (15), a Semana Municipal de Prevenção e Controle da Leishmaniose. Realizada entre os dias 12 e 15 de agosto, a iniciativa, instituída pela Lei Municipal nº 6.042/2018, teve como objetivo conscientizar a população sobre a doença, sua forma de transmissão e as principais medidas de prevenção.
A programação incluiu atividades em escolas, unidades de saúde e espaços públicos, contemplando zona urbana e rural. Foram realizadas palestras educativas, distribuição de materiais informativos, vacinação antirrábica e testes rápidos para detecção da leishmaniose em animais.
No dia 12, na Escola Maria do Socorro de Freitas, no Xicuru, 159 pessoas participaram das orientações, com a entrega de 170 materiais educativos, além da vacinação de 4 cães e 5 gatos.
Em 13 de agosto, na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Sítio Cipó, 70 pessoas receberam orientações e materiais informativos. Foram vacinados 34 cães e 9 gatos, e realizados 3 testes rápidos em animais, dois com resultado positivo e um negativo.
O dia 14 foi dedicado à capacitação de todos os médicos e enfermeiros da Atenção Básica do município, com orientações técnicas sobre diagnóstico, tratamento e prevenção da leishmaniose.
O encerramento, em 15 de agosto, ocorreu no Marco Zero, no bairro Nossa Senhora das Dores, reunindo 21 pessoas nas atividades educativas e distribuição de 28 materiais. Foram vacinados 4 cães e realizados dois testes rápidos, um com resultado positivo e outro negativo.
Para a gerente da Vigilância em Saúde de Caruaru, Cecília Borba, a semana cumpriu seu papel de levar informação e cuidado à comunidade. “A Semana Municipal de Prevenção e Controle da Leishmaniose é fundamental para alertar sobre os riscos da doença e reforçar a importância da prevenção. Quando a comunidade se envolve, conseguimos reduzir a transmissão e proteger a saúde de todos, pessoas e animais”, destacou.
A leishmaniose é uma zoonose que pode afetar seres humanos e animais, especialmente cães. É transmitida pela picada do inseto Flebótomo, também conhecido como mosquito palha e pode ser prevenida com medidas simples, como manter o ambiente limpo, usar coleiras repelentes em cães e procurar atendimento veterinário ou médico diante de sintomas suspeitos.