"Bolsonaro vai fazer de tudo para descumprir as medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes" (Coluna Wense, terça-feira, 22 de julho de 2025). "Aliados de Bolsonaro veem post de Flávio como "isca" para prisão e nova ação de Trump contra Moraes" (Estadão, jornalista Guilherme Caetano, 05 de agosto de 2025).
Até as freiras do convento das Carmelitas sabiam que Bolsonaro iria debochar das medidas cautelares. O primeiro passo foi suspender a calça e mostrar a tornozeleira eletrônica.
Salta aos olhos que o bolsonarismo quer ver as labaredas do confronto Trump versus Moraes, que vão terminar "queimando" o povo brasileiro, cada vez mais intensas.
O bolsonarismo torce para que Alexandre de Moraes negue o pedido para que a prisão domiciliar seja cancelada. Quer que o líder-mor continue desobedecendo as decisões de Moraes para que uma preventiva seja decretada, tendo como consequência a cadeia, o encarceramento.
O objetivo é a vitimização, oxigenar a opinião de que o ex-morador do Palácio do Alvorada está sendo implacavelmente perseguido, sendo humilhado sem dó e piedade.
O que se pode concluir desse imbróglio é que a situação é muito preocupante. No frigir dos ovos, quem vai pagar o pato, como diz a sabedoria popular, é o cidadão e a cidadã, mais especificamente quem ocupa a parte de baixo da pirâmide social.
O mais triste é ver parlamentares das duas Casas do Congresso Nacional, Câmara dos Deputados e Senado, torcendo pelo "quanto pior, melhor". Tem até os que querem um tarifaço maior, hoje de 50%. E ainda se dizem "patriotas". É como se o diabo usasse um crucifixo no pescoço.
O filho número 3 do ex-presidente Bolsonaro, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, fica feliz da vida quando é identificado como o "pai do tarifaço", que se dane a perda de milhares e milhares de emprego. Lembrando ao caro e atento leitor que Eduardo mora nos Estados Unidos, mas não abre mão do salário de deputado. Enquanto milhares e milhares de brasileiros vão ficar desempregados, o filho número 3 ganha sem trabalhar.
O engraçado é que a direita de hoje parece a esquerda de priscas eras. Passa a ser adepta do ensinamento maquiavélico de que os fins justificam os meios para a conquista do poder.
Concluo novamente dizendo que a odienta polarização lulismo versus bolsonarismo vai enterrando o Brasil. A cada dia se joga uma pá de cal.
COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 06.08.2025.
(*) MARCO WENSE é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados");
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas;
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral;
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
# Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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