A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao STF as alegações finais pedindo a condenação do ex-presidente Bolsonaro por cinco crimes, com destaque para a tentativa de golpe de Estado.
O ex-morador do Palácio do Alvorada, em decorrência da sua saúde, deve cumprir a pena em regime domiciliar. Lembrando que Bolsonaro já passou por seis procedimentos cirúrgicos.
A PGR afirmou, com todas as letras maiúsculas, que Bolsonaro, cuja inelegibilidade de 30 anos já foi decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tinha conhecimento e deu aval à "minuta do golpe" para impedir a posse de Lula (PT).
Além do golpe de Estado, Bolsonaro vai responder por outros crimes, como tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio público.
A PGR diz ainda que Bolsonaro sabia do plano "Punhal Verde e Amarelo" para assassinar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes, ministro da Alta Corte, instância maior do Poder Judiciário.
Bolsonaro, com suas entrevistas, até certo ponto de uma ingenuidade que salta aos olhos, terminou atirando no próprio pé, como se fosse uma testemunha contra ele mesmo. Afirmou que teve uma reunião sobre um possível decreto golpista com os chefes das Forças Armadas.
Como vai reagir Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, diante do pedido de condenação de Bolsonaro pela PGR? Será que vai aumentar o "tarifaço" de 50% sobre os produtos brasileiros?
A decisão da PGR já era esperada. Até as freiras do convento das Carmelitas sabiam, assim como o bolsonarismo 1 e o 2, respectivamente o que não quer o presidenciável Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo pelo Republicanos, como representante da direita no pleito presidencial de 2026, e o que defende, ainda de maneira camuflada, o nome do chefe do Palácio dos Bandeirantes.
A conclusão mais óbvia de todo esse bafafá, de todo o imbróglio, é que ressuscitaram eleitoralmente o petista-mor. O lulopetismo volta a acreditar no quarto mandato (reeleição).
Depois do silêncio diante do tarifaço, a bandeira do patriotismo deixou de ser uma exclusividade do bolsonarismo, que passa a ser mais trumpista do que patriota.
COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 15.07.2025.
(*) MARCOS WENSE é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR. Seu estilo de escrita é marcado por:
Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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