"Temos convicção: o nosso plano A é Jair Bolsonaro. Não temos alternativa a ele". A infeliz declaração é de Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados. Diria até que foi inoportuna e politicamente irresponsável.
O bolsonarismo está agindo como que a inelegibilidade, decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é fake news, notícia falsa divulgada nas redes sociais pela oposição.
O "não temos alternativa a ele", obviamente se referindo a Bolsonaro, é um desrespeito aos presidenciáveis da direita, principalmente a Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo pelo Republicanos.
Não só ao chefe do Palácio dos Bandeirantes, como também a outros governadores pré-candidatos: Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Ratinho Júnior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Eduardo Leite (PSD-RS).
Foto Marina Ramos/ Câmara dos Deputados
Para Sóstenes, a verdadeira e autêntica direita é Bolsonaro. Os outros postulantes à sucessão de Lula (PT) só servem para a função de bons cabos eleitorais.
Enquanto o líder do partido de Bolsonaro desdenha os governadores-presidenciáveis, Tarcísio de Freitas diz aos grandes empresários, aos banqueiros e aos gigantes do mercado que vai indultar o ex-morador do Alvorada se for eleito presidente da República no pleito de 2026.
O indulto, prometido pelo chefe do Palácio dos Bandeirantes, vai livrar Bolsonaro da cadeia, mas não tem força para torná-lo elegível, apto a disputar a sucessão presidencial antes de 2030.
O problema é que o bolsonarismo quer mais de Tarcísio. Acha muito pouco a troca de um apoio por uma promessa de indulto. Quer mais "cafuné". Quer o compromisso de lutar para que Bolsonaro tenha seus direitos políticos reconquistados. E mais: se eleito não dispute o segundo mandato (reeleição).
Para os bolsonaristas, indultar Bolsonaro é uma obrigação de quem vai receber seu apoio. O bolsonarismo quer Tarcísio, se eleito para o cargo mais cobiçado do Poder Executivo, contra o Supremo Tribunal Federal (STF), mais especificamente liderando um movimento pedindo o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
Importantes lideranças políticas do bolsonarismo não andam nada satisfeitas com o silêncio de Tarcísio sobre o STF, que tornou o ex-presidente réu na trama golpista para impedir a posse de Lula.
A infeliz declaração do deputado Sóstenes Cavalcante, dando um chega pra lá nos governadores, pode levá-los a se unir em torno de um nome representando o antipetismo e o antibolsonarismo.
Sóstenes parece desconhecer que as manifestações na avenida Paulista vem caindo a cada evento: 2024 com quase 190 mil pessoas. Em abril deste ano 45 mil. No último domingo, 12 mil.
Concluo dizendo que os petistas vibraram com a soberba do líder do PL na Câmara Baixa. O PT e o lulismo, que são duas coisas diferentes, sabem que dificilmente Lula será reeleito se houver uma união da direita em torno de um nome.
COLUNA WENSE, TERÇA, 1 DE JULHO DE 2025
(*) Marco Wense é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados").
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas.
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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