Parece uma brincadeira de pegadinha, mas não é. É tudo na vera, na base do primeiro eu, depois eu também, que cada um se vire como pode.
Para os senhores parlamentares, deixando de fora as poucas exceções, o povo brasileiro, mais especificamente o que compõe a parte de baixo da pirâmide social, está vivendo dignamente.
Lembrando ao caro e atento leitor que viver com dignidade é um direito constitucional preceituado na Lei Maior, no art. 1°, inciso III: "A dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil".
A frieza da maioria dos parlamentares chega a ser assustadora, tem a temperatura da barriga da lagartixa. São cada vez mais fervorosos adeptos da "farinha pouca, meu pirão primeiro", que se dane o povão de Deus.
Neste momento, a preocupação-mor do Parlamento, a prioridade é aprovar a emenda que acrescenta mais 18 cadeiras na Câmara dos Deputados, que prefiro chamar de Câmara Baixa.
A previsão, por baixo e sem usar a máquina de somar, é que a aprovação da emenda, dada como favas contadas, vai aumentar as despesas em mais de R$ 65 milhões.
A pedido de Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, o também presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), do Senado, colocou o tema na pauta da Casa.
Depois ficam se queixando das pesquisas de opinião que apontam que a classe política é a mais desacreditada.
O que causa mais revolta é o deboche da maioria dos "representantes" do povo diante da reação do eleitor, do cidadão e da cidadã, o que faz lembrar o "Tô nem aí" de uma música.
Tudo muito triste e lamentável. O ditado popular da "farinha pouca, meu pirão primeiro" vai tomando conta do Parlamento brasileiro.
COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 25.06.2025.
(*) Marco Wense é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados").
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas.
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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