De 1 a 10, diria que a chance de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, ser o candidato do ex-presidente Bolsonaro na sucessão de Lula é de 8. Os outros 2 ficam por conta do pesadelo de Eduardo Bolsonaro (PL).
O deputado federal licenciado, o terceiro filho do ex-morador do Palácio do Alvorada, hoje morando nos Estados Unidos, tendo suas despesas pagas pelo pai, ainda tem esperança de ser o nome do bolsonarismo no pleito presidencial de 2026.
Costumo dizer, diante de um delírio político, de sonhos angustiantes, que é melhor acreditar na existência da mulher de sete metros que perambulava, completamente nua, na rodovia que liga Itabuna a irmãzinha Ilhéus.
Já disse aqui que Eduardo Bolsonaro quer ser o vice de Tarcísio, dando um chega pra lá na ex-primeira-dama Michelli Bolsonaro. Toda a rebeldia em relação a Tarcísio é de mentirinha. Tem como objetivo a escolha do seu nome para frear as críticas que anda fazendo ao chefe do Palácio dos Bandeirantes. Uma tática mais que manjada.
O que vem chamando atenção é o comportamento de Tarcísio, que faz de tudo para agradar Bolsonaro. Na maioria das vezes o cafuné passa a ser ridículo, um puxa-saquismo vergonhoso.
Ontem, terça-feira (17), em um evento em Presidente Prudente (SP), Tarcísio fez rasgados elogios a Bolsonaro, como se ele fosse realmente um "mito". Como não bastasse, convocou as pessoas para gritar "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos".
Bolsonaro queria mais cafuné, não ficou satisfeito só em ouvir o bordão. Pediu a Tarcísio que fizesse um "ihuuu", uma expressão para demonstrar alegria e entusiasmo.
Tarcísio tem que consolidar o imprescindível apoio do bolsonarismo e do líder-mor, mas sem essa ridícula bajulação.
Pelo andar da carruagem, vai terminar o presidenciável Tarcísio de Freitas mudando o bordão: "Brasil acima de tudo, Bolsonaro acima de todos".
COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 18.06.2025.
(*) Marco Wense é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*. Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados").
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas.
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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