Na década de 50 do século passado, Luiz Gonzaga, “O Rei do Baião”, fazia sucesso em todo o Brasil, cantando com sua sanfona: "O Rio está todo mudado/Nas noites de São João/Em vez de polca e rancheira/O povo só pede e só dança o baião” e Waldir Azevedo, tocando cavaquinho, fez de seu baião "Delicado" um sucesso internacional.
A moda do baião passou, assim como a das marchinhas carnavalescas, do rock de Elvis Presley e do yé-yé-yé dos Beatles. “La mode démode”, porém as duas primeiras ressuscitaram e tomaram conta de todo o Brasil, como se pode ver e ouvir na Rede Globo de Televisão.
Paradoxalmente, essa corrida ao lucro na cultura e no folclore, assim como nas competições esportivas, tem também resultado na geração de empregos e oportunidades de negócios nos ramos de hotelaria, gastronomia, costura, sapataria, chapelaria, salão de beleza, artesanato, bijuteria, transportes, turismo e crescente interesse pelas histórias de Santo Antônio, São João e São Pedro.
Contudo, não se pode esquecer que nessa euforia geral, muita gente ganha pouco e pouca gente ganha muito e que grande parte desses festejos é custeada pelas emendas parlamentares de R$ 50 bilhões por ano destinadas notoriamente à manutenção de currais eleitorais de deputados e senadores inescrupulosos e demagogos, em detrimento dos investimentos em educação, saúde, segurança, transportes, habitação, saneamento básico etc..
por Boanerges de Castro (Rio).
boanergesaguiardecastro@gmail.com
(*) Publicado no Jornal A Tarde, (Espaço do Leitor), edição de 18.06.2025
*COMENTE A MATÉRIA E COMPARTILHE!*
Se *INSCREVAM* no Canal do YouTube, clique no *"GOSTEI"* e COMPARTILHE...: