A última pesquisa da Quaest, divulgada ontem, quinta, 5 de junho, aponta que a polarização Lula versus Bolsonaro vai perdendo força.
No universo do eleitorado que já ouviu falar de Lula e Bolsonaro, 57% e 56%, respectivamente, não votariam, em hipótese nenhuma, no atual presidente e no ex.
Essa rejeição é transportada para quem Lula apoiar, caso não seja candidato à reeleição, e para um membro da família do ex-chefe do Palácio do Planalto, com destaque para o filho Eduardo Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Podemos citar duas consequências políticas do desmoronamento da polarização:
1) o aumento do entusiasmo dos governadores-presidenciáveis do campo da direita.
2) a terceira via volta a ficar esperançosa.
Em relação aos governadores pré-candidatos, salta aos olhos que me refiro ao "Grupo dos 5":
Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP),
Ronaldo Caiado (União Brasil-GO),
Ratinho Júnior (PSD-PR),
Romeu Zema (Novo-MG) e
Eduardo Leite (PSD-RS).
A terceira via é o abrigo de quem comunga com a opinião de que a polarização lulismo versus bolsonarismo tem que ter um ponto final.
A pesquisa da Quaest, apontando um enfraquecimento da polarização, vai encorajar o "Grupo dos 5" a não ficar submisso ao ex-presidente Bolsonaro, a fazer entre eles um acordo, com o melhor colocado nas intenções de voto encabeçando a majoritária e o segundo como vice.
A "tabua de salvação" do quarto mandato de Lula, via instituto da reeleição, fica na dependência de uma cisão na direita, na falta de entendimento do "Grupo dos 5" com o bolsonarismo.
Já disse aqui que Bolsonaro não confia no seu ex-ministro Tarcísio de Freitas. Na opinião do ex-morador do Alvorada, o chefe do Palácio dos Bandeirantes, chegando ao cargo mais cobiçado da República, no outro dia vai dar um chega pra lá no bolsonarismo, não vai mais lhe fazer cafuné.
O bolsonarismo quer duas coisas como condicionantes para apoiar um presidenciável. A primeira tem o ok dos governadores pré-candidatos : o fim da inelegibilidade. A segunda, a mais complicada, é a promessa de abrir mão da reeleição caso seja eleito.
Em decorrência da dificuldade de respirar, a polarização lulismo versus bolsonarismo, protagonizada pelos dois "mitos", o da esquerda e da direita, vai terminar precisando, urgentemente, de um balão de oxigênio.
No mais, finalizar com o já manjado e repetitivo "ainda tem muita água para passar por debaixo da ponte".
COLUNA WENSE, SEXTA-FEIRA, 0.06.2025.
(*) Marco Wense é um advogado e articulista político itabunense, conhecido por sua coluna diária publicada em sites como *PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR*.
Seu estilo de escrita é marcado por:
• Linguagem acessível, mas com toques sofisticados (ex.: "nefasta", "abastados").
• Tom crítico, indignado e sarcástico, defendendo os direitos dos trabalhadores e atacando políticas elitistas.
• Posicionamento combativo e engajado, com forte apelo emocional e moral.
• Desconfiança em relação ao sistema político, criticando mordomias e defendendo a Constituição.
Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia.
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