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A EPIDEMIA DAS APOSTAS ONLINE: O jogo que virou doença e a omissão das autoridades
Responsabilidade ou Exploração? Como a indústria das apostas semeia vício e destruição.
14/05/2025 12h02 Atualizada há 9 meses
Por: Carlos Nascimento Fonte: por CARLOS NASCIMENTO

A proliferação desenfreada dos sites de apostas no Brasil é um fenômeno alarmante, que transformou o entretenimento em um pesadelo para milhares de brasileiros. O que era para ser uma forma de diversão tornou-se uma armadilha, escravizando pessoas em um ciclo de dependência que destrói famílias, saúde mental e finanças. E o pior: essa indústria se infiltrou em todos os espaços possíveis—redes sociais, estádios, transmissões esportivas—com uma propaganda agressiva e enganosa, usando figuras famosas do esporte, incluindo narradores, como garotos-propaganda de um negócio que lucra com a desgraça alheia. 

"aposte com responsabilidade"

O discurso hipócrita do "aposte com responsabilidade" soa como um insulto. Como falar em responsabilidade quando se trata de um vício reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como transtorno mental? A dependência em jogos de azar não é uma escolha, é uma doença—e esses sites sabem disso. Eles investem em algoritmos e mecanismos de persuasão para manter o jogador apostando, enquanto fingem se preocupar com o "jogo consciente". É a mesma lógica perversa da indústria do tabaco, que por décadas negou os malefícios do cigarro. 

Enquanto cassinos físicos são proibidos no Brasil, os cassinos virtuais operam livremente, patrocinando times de futebol, influenciadores e até mesmo programas esportivos. É uma contradição absurda. Se o jogo é nocivo, por que permitir sua exploração digital em larga escala? A resposta é simples: dinheiro. O lobby das casas de apostas é poderoso, e as autoridades fecham os olhos para o estrago social que causam. 

E como se não bastasse, ainda temos o escândalo das SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol), que transformaram clubes em negócios obscuros, muitas vezes ligados a interesses duvidosos. O futebol, que já foi paixão do povo, está se tornando um palco para lavagem de dinheiro e manipulação. 

É hora de agir 

Chega de hipocrisia. É preciso dar um basta nessa máfia das apostas online antes que mais vidas sejam destruídas. As autoridades precisam agir urgentemente: 

- Regulamentação rigorosa – Limitar a propaganda abusiva e exigir transparência nos riscos. 

- Apoio aos viciados – Criar políticas públicas de tratamento para dependentes. 

- Investigar os abusos – Cobrar responsabilidade das plataformas que lucram com o vício. 

Enquanto o poder público se omite, a indústria das apostas segue enriquecendo às custas do desespero alheio. O Brasil não pode continuar sendo refém desse jogo sujo.

É hora de dar um grito: chega de apostas, chega de exploração!

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