ARTICULISTAS “NÃO VAI TER NOME”
A ENTREVISTA DE BOLSONARO
O hoje não garante o amanhã. Surpresas e sobressaltos, assim como traições e ingratidões, são elementos inerentes ao movediço mundo da política.
22/04/2025 16h27 Atualizada há 9 meses
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 22.04.2025.

O que chamou atenção na entrevista de ontem do ex-presidente Bolsonaro ao SBT, no quarto do hospital, foi sua opinião sobre a sucessão presidencial de 2026. 

A soberba tomou conta do ex-morador do Alvorada. No tocante à esquerda, disse que "não vai ter nome para se apresentar como razoável candidato". Quanto a Lula, declarou que se for ele, "pior ainda". 

Sobre a direita, que "a maioria da população não quer outro nome que não seja Jair Messias Bolsonaro". Finalizou a arrogância política com um "ponto final". 

O que pensam os presidenciáveis que representam o segmento ideológico da direita sobre a declaração de Bolsonaro ? Não vão dizer nada. Como estão de olho no espólio eleitoral do ex-mandatário-mor do Brasil, cuja inelegibilidade é considerada por eles como irreversível, o silêncio é o melhor conselho. 

Importantes lideranças do bolsonarismo não gostaram da entrevista do líder, mais especificamente sobre a eleição presidencial. 

Bolsonaro vai dando várias demonstrações de que não confia em nenhum pré-candidato da direita ao comando do Palácio do Planalto, entre eles Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, sem nenhuma dúvida o mais forte.

O que se comenta nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, é que Jair Messias Bolsonaro, que tem o PL como abrigo partidário, não está nada satisfeito com a posição de lideranças próximas dos presidenciáveis em relação ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), que quando é citado como eventual postulante ao cargo mais cobiçado do Poder Executivo é tratado com desdém. Ninguém leva a sério. 

Essa frieza dos presidenciáveis com o filho número 3 de Bolsonaro, que lembra a temperatura da barriga da lagartixa, vem deixando Bolsonaro irritado. 

Muita coisa ainda vai acontecer com a proximidade da sucessão do presidente Lula, que não desfruta de um bom momento político, com a popularidade e a aprovação ao governo em queda. 

A política não é um poste. O cinetismo é grande. 
O hoje não garante o amanhã. Surpresas e sobressaltos, assim como traições e ingratidões, são elementos inerentes ao movediço mundo da política.
COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 22.04.2025.

(*) Marco Wense - Itabunense, Advogado e Articulista de Política. Assina a Coluna Wense, publicada diariamente em vários sites e blog da Bahia, a exemplo do PÁGINA DE POLÍCIA e O SERVIDOR.

(**) Coluna Marco Wense/PÁGINA DE POLÍCIA, clique na IMAGEM e acompanhe suas últimas publicações:

Jair Bolsonaro concede entrevista a Cesar Filho | SBT Brasil (21/04/25)