Uma imagem, documento ou numeração de uma arma ou do chassi de um carro pode ser o ponto crucial para a elucidação de um crime, seja no mundo real ou até mesmo no ambiente virtual. Essas perícias são feitas pelos profissionais que atuam no Instituto de Criminalística (IC), que conta com servidores capacitados e treinados para a produção de laudos periciais que vão subsidiar as investigações sobre diversos crimes que ocorrem em Sergipe. E o novo concurso da Polícia Científica de Sergipe, lançado pelo Governo do Estado, também conta com vagas para o instituto.
De acordo com o diretor do Instituto de Criminalística, Luciano Homem, a Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp), atual Polícia Científica, é o órgão de perícia oficial de Sergipe. “Todas as perícias na área criminal no estado são de responsabilidade e execução da Cogerp, que é composta por quatro institutos. A coordenadoria tem um papel extremamente importante para a sociedade, uma vez que a produção de provas periciais para a persecução penal é feita pelos exames periciais desenvolvidos pela Cogerp”, detalhou.
O Instituto de Criminalística é um dos institutos integrantes da Cogerp. “Aqui nós temos diversos setores, como os de documentoscopia [de análise de documentos], de identificação veicular, de exames computacionais [de análise em dispositivos eletrônicos para identificar elementos que indiquem crimes como pornografia infantil] e o de balística forense [que identifica armas e munições utilizadas em crimes contra a vida]”, especificou.
Com o trabalho de exames periciais, os peritos criminais do instituto emitem o laudo. “Existem perícias também que envolvem mais de uma área em um determinado caso, e o trabalho desenvolvido pelo perito criminal vai culminar na elaboração do laudo pericial, com a produção da prova material que posteriormente é encaminhada para a autoridade policial. O inquérito policial, junto aos laudos periciais, é encaminhado ao Poder Judiciário”, explicou Luciano Homem.
Para a concretização desse trabalho de identificação pericial, o Instituto de Criminalística também recebeu um novo prédio e equipamentos ainda mais modernos. “Em 2014 nós tivemos um primeiro concurso da perícia criminal envolvendo todas as carreiras. Até então não tinha havido nenhum outro concurso abrangendo todas as carreiras. Esse concurso foi um divisor de águas, onde a gente iniciou um processo de evolução. Foi o primeiro grande investimento em recursos humanos”, relembrou.
“Aquele concurso também serviu para que tivéssemos avanços estruturais. Em agosto do ano passado, o IC mudou para um prédio novo, que comporta os servidores de maneira adequada e com bastante conforto. Também tivemos investimentos em equipamentos. Nos últimos anos, o Instituto de Criminalística recebeu investimento em torno de R$ 10 milhões em equipamentos de última geração para os laboratórios de balística, computação forense e perícias externas”, acrescentou Luciano Homem.
O diretor do IC relembrou que todo esse investimento em recursos humanos e equipamentos também será utilizado pelos novos servidores que serão contratados a partir do concurso para a Polícia Científica de Sergipe que irá acontecer agora em 2023. “A perícia é uma área fascinante em que não temos uma rotina específica. A cada dia é um caso novo e diferente. É uma profissão que você entra pensando de uma forma e no dia a dia você aprende a realmente amar e gostar dessa profissão que tem como missão ajudar na elucidação de crimes”, concluiu.