Os irmãos Bolsonaro, falo de Flávio e Eduardo, adoram um banco. Que banco, o do jardim, da igreja? Ora, ora, banco instituição financeira abarrotado de dinheiro.
O número 1, ex-candidato à Presidência da República, com seu Banco Master, do "irmãozão" Daniel Vorcaro, que se encontra encarcerado.
O número 3 com o Ueno Bank lá do Paraguai, que financiou o encontro de políticos de extrema direita. Eduardo foi um dos palestrantes do "Hispanic Prosperity Gala".
"Fui acolhido nos Estados Unidos porque o presidente Trump está convencido de que o Brasil não é mais uma democracia plena", diz o primogênito de Jair Messias Bolsonaro ao ser questionado sobre sua nova moradia.
Que coisa, hein! Dois Bolsonaros se elegem, Carlos e o caçula Jair, a madrasta Michelle para o Senado, o PL, abrigo partidário do clã Bolsonaro, sai do processo eleitoral como a legenda mais forte do Congresso Nacional, e o Brasil não é uma democracia.
Lembrando ao caro e atento leitor que o PL vai desfrutar da maior parte da dinheirama dos fundos partidário e eleitoral, dos milhões e milhões de reais dos cofres públicos. Aí o Brasil é democrático.
Ora, ora, não é democracia porque o pai Bolsonaro está preso por tentativa de golpe de Estado e outros crimes? O líder-mor do bolsonarismo agiu fora das quatro linhas da Lei Maior.
O preceito constitucional de que "todos são iguais perante a lei" é um dos arcabouços do Estado Democrático de Direito. O "dura lex, sed lex", a lei é dura, mas é a lei, tem que que ser seguido na risca.
O que o senador Flávio Bolsonaro deveria fazer é abrir mão do salário de R$ 46,4 mil, que juntando com outros gastos do gabinete chegam a mais de R$ 400 mil mensais, pagos pelo povo brasileiro, o cidadão e a cidadã.
Que coisa, hein! Quando é para receber o faz-me rir dos cofres públicos, o Brasil é uma maravilha. É o país mais democrático do mundo. Exemplo de democracia.
Com efeito, antes de "picar a mula" para os Estados Unidos, Flávio Bolsonaro nomeou dois assessores para o gabinete, com salários de R$ 9.203,20 e R$ 7.642,84.
O sempre bem informado Josias de Souza, da UOL Notícias, tem razão quando diz que "num botequim de esquina, abandonar o emprego dá demissão por justa causa. No Senado, o fujão não perde por esperar. Ganha".
E assim caminha a República Federativa do Brasil.
COLUNA WENSE, DOMINGO, 08.11.2026.
Sobre o autor:
(*) MARCO WENSE é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no PÁGINA DE POLÍCIA e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.