Só tem ele como o nome da direita para evitar que o presidente Lula faça seu sucessor no pleito de 2030. Falo de Tarcísio de Freitas, reeleito governador de São Paulo pelo Republicanos.
O caminho rumo ao cargo mais cobiçado do Poder Executivo ficou livre para o chefe do Palácio dos Bandeirantes. Tarcísio já é um presidenciável.
E se Flávio Bolsonaro fosse eleito? Tarcísio iria cobrar a promessa do número 1 de que ele seria o candidato do bolsonarismo na sucessão de 2030.
Ora, ora, é muita ingenuidade de Tarcísio acreditar que o "fujão" não disputaria o segundo mandato. Até as freiras do convento das Carmelitas sabiam que Flávio não abriria mão da reeleição.
As declarações do primogênito do "mito" de que não seria candidato à reeleição eram uma maneira de fazer um cafuné em Tarcísio visando um maior entusiasmo do governador com sua campanha.
Depois de Flávio eleito, colocar a faixa de presidente atravessada no peito, adeus promessa, que se dane a pretensão de Tarcísio, que vá procurar outro apoio. Quem manda ser bobão, acreditar em um tal de Flávio Bolsonaro.
A porteira da sucessão presidencial de 2030 ficou aberta para Tarcísio, tendo Michelle Bolsonaro como sua vice preferida. A ex-primeira-dama, sem pestanejar, aceitaria o convite.
Com Tarcísio candidato, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) se tornaria a melhor opção do lulopetismo para 2030. O PT daria uma demonstração de desapego pelo poder. A candidatura de Alckmin seria uma forma de agradecer aos partidos aliados.
Lembrando ao caro e atento leitor que o então tucano Geraldo Alckmin, obviamente do PSDB, governou São Paulo por quatro mandatos. Todos bem avaliados.
A candidatura de Alckmin seria a pior notícia para Tarcísio. Evitaria uma votação expressiva do principal candidato de oposição no maior colégio eleitoral do Brasil.
Além do mais, Geraldo Alckmin é competente e confiável. É um bom exemplo de político. Integra o grupo de homens públicos que merecem respeito.
COLUNA WENSE, SEXTA-FEIRA, 30.10.2026.
Sobre o autor:
(*) MARCO WENSE é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no PÁGINA DE POLÍCIA e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.