"Sou o verdadeiro presidente eleito do Brasil", diz o derrotado Flávio Bolsonaro em um engraçado e burlesco comunicado.
Fico pensando em quem é mais maluco, se o primogênito do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro ou quem vota nele. E ainda tem os que dizem que Flávio é um democrata.
O agradecimento-mor do número 1 vai para Javier Milei, presidente da Argentina, e Donald Trump dos Estados Unidos. Em um segundo plano, quem votou nele.
A declaração de que é o "verdadeiro presidente eleito" passa a ser o maior surto psicótico da história da República Federativa do Brasil.
Se o caro e atento leitor preferir uma expressão mais popular, Flávio "vive no mundo da lua", completamente desorientado pelos devaneios da sua imaginação.
A tal da "perseguição política", como justificativa para amenizar o "fujão", é desculpa esfarrapada. Conversa mole, conversa pra boi dormir. E vaca também.
Ora, ora, o número 1 disputa uma eleição, tem uma expressiva votação, o PL vai ter a maior bancada no Congresso Nacional, é a legenda que mais elegeu governadores, salvo engano seis, e fica com esse blablablá de "perseguição política".
Disse na coluna de ontem que a tábua de salvação da direita é se afastar do clã Bolsonaro. E o mais rápido possível. Uma direita antibolsonarista, longe do bolsonarismo, passa a ser imprescindível. Condição para ser respeitada.
Se a eleição fosse hoje, a votação de Flávio Bolsonaro seria bem menor. O arrependimento em ter votado nele é assustador.
Para quem gosta de uma boa comédia, o comunicado de Flávio Bolsonaro é imperdível.
PS (1) - Agora é esperar como vai ser o comportamento de Flávio Bolsonaro morando nos Estados Unidos. Que não siga os conselhos do irmão Eduardo Bolsonaro, o "patriota" de mentirinha", o que comemorou, efusivamente, o tarifaço contra o povo brasileiro.
PS (2) - Veja lá, caro e atento leitor. A República Federativa do Brasil foi transformada em Estados Unidos do Brazil. E Brasil com z.
Que coisa, hein!
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COLUNA WENSE, QUINTA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO DE 2O26.
Sobre o autor:
(*) MARCO WENSE é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no PÁGINA DE POLÍCIA e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.