Em Itabuna, grupos que apoiam à reeleição do presidente Lula estão desunidos ou, se o caro e atento leitor preferir, literalmente rachados.
A causa maior, que é derrotar Flávio Bolsonaro, vem sendo substituída pela menor: a briguinha entre os dois PTs, o do ex-prefeito Geraldo Simões e o augustiniano, que tem na linha de frente o vereador Manoel Porfírio.
A prova inconteste dessa irresponsável cisão é que um PT não participa e nem é convidado para um evento pró-Lula do outro. A caminhada da última sexta-feira escancarou o racha.
Se faz urgente a presença do governador Jerônimo Rodrigues para "puxar a orelha" não só das lideranças dos dois PTs como também a do prefeito Augusto Castro (PSD).
Ainda há tempo para um novo ato pró-Lula com todos de mãos dadas. Depois da eleição, que cada um cuide de si, cuide do seu próprio quintal.
Os dois PTs estão agindo como se houvesse um terceiro turno. Não se faz mais companheiros como antigamente.
ACM NETO E O BOLSONARISMO
A expressão que se encaixa como uma luva nessa aproximação de ACM Neto com Flávio Bolsonaro é que o ex-prefeito de Salvador está "cuspindo no prato que comeu".
Que prato é esse? Perguntaria o caro e atento leitor. A resposta é vapt-vupt : o do voto LuNeto, que evitou uma diferença de votos maior a favor do governador Jerônimo Rodrigues.
A campanha de Neto tratou o enteado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como um "patinho feio", persona non grata. Politicamente falando, um candidato desprezível.
Nos bastidores do staff bolsonarista, longe dos holofotes e do povão de Deus, o que se comenta, não mais à boca pequena, é que Flávio Bolsonaro não esqueceu da ingratidão de Neto.
Esse "não esqueceu" diz respeito a uma eventual vitória do número 1 no pleito presidencial.
COLUNA WENSE, DOMINGO, 18 DE OUTUBRO DE 2026.
Sobre o autor:
(*) MARCO WENSE é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no PÁGINA DE POLÍCIA e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.