A expressão "mente que nem sente" tomou conta da sabatina do Jornal Nacional com Flávio Bolsonaro (PL). O primogênito do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro continua desvaladamente mentindo.
Outro ponto foi mudar de assunto fugindo da pergunta como o diabo da cruz, o que chegou a ser até engraçado. O exemplo-mor ocorreu com os atos explícitos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023. Ao ser questionado sobre a depredação dos prédios públicos, incluindo as sedes dos Três Poderes da República, falou dos motoboys de São Paulo.
Mas o que chamou mais atenção foi Flávio, para se defender do seu envolvimento com o "irmãozão" Daniel Vorcaro, com o recebimento de milhões e milhões de reais para o Dark House, levantar suspeitas sobre um contrato da Globo com o Banco Master no valor de R$ 100 milhões.
Hilariante também foi dizer, nas entrelinhas, que os milhões e milhões do amigo Vorcaro é dinheiro limpo. Ora, ora, até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o faz-me rir é dinheiro sujo.
Que coisa, hein! Que ingratidão do número 1. Depois de um almoço reservado com a cúpula das Organizações Globo, antes da sabatina, Flávio faz maldosas insinuações.
A curiosidade fica por conta de como será, de agora em diante, o relacionamento da Globo com o candidato Flávio Bolsonaro.
O enteado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro continua mentindo e sem nenhum tipo de constrangimento.
Como o caro e atento leitor gosta de nota, a avaliação, de 0 a 10, é 4. Agora é esperar o frente a frente, o olho no olho.
Concluo dizendo que o grande derrotado nas sabatinas foi Flávio Bolsonaro, o que pode levar a perda de preciosos pontos nas intenções de voto e um aumento na rejeição.
COLUNA WENSE, SÁBADO, 17 DE OUTUBRO DE 2026.
Sobre o autor:
(*) MARCO WENSE é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no PÁGINA DE POLÍCIA e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.