ARTICULISTAS A máscara cai
A máscara cai toda vez que ele fala…
Assistindo à recente entrevista de Flávio na Globo, fica evidente estarmos diante de uma figura extremamente dissimulada e de um mentiroso contumaz. por Yuri Matos
17/10/2026 10h51 Atualizada há 2 horas
Por: Carlos Nascimento Fonte: por Yuri Matos

A máscara cai toda vez que ele fala…

Confrontado com provas concretas apresentadas pela jornalista da GLOBO Renata Lo Prete sobre seu envolvimento com criminosos do Comando Vermelho, ele tentou se esquivar alegando ignorância sobre a índole de seus interlocutores — o mesmo fez ao  se referir a Vocaro como um "irmão". 

Evitou responder objetivamente às perguntas que o ligavam ao crime organizado e, sem argumentos, optou repetidamente por sair pela tangente atacando o presidente Lula.

É indignante perceber o desprezo com que ele trata a inteligência do eleitorado. No desespero eleitoral, transformou sua campanha em um balcão de negócios, prometendo até a alma para se eleger com discursos incompatíveis com a realidade. Promete corte de impostos aos empresários, chegou até a aceitar mesmo a contragosto o fim da escala 6x1, ao tempo em que garante aos trabalhadores que não mexerá em seus direitos e acena aos mais vulneráveis assegurando a manutenção e o aumento de programas sociais como o Bolsa Família.

Ele só não consegue explicar como pretende agradar a "Deus e ao Diabo" simultaneamente, já que o custeio do Estado e dos serviços públicos depende justamente da arrecadação tributária.

Construiu um castelo de areia para iludir a população. Caso vença, esse castelo se desfará no primeiro dia de mandato para dar lugar à verdadeira agenda da extrema-direita. O resultado será o retrocesso imediato: a liberação desenfreada de armas, a retomada das queimadas na Amazônia, o avanço do crime organizado e do garimpo ilegal sobre as florestas, o desmonte de ministérios, cortes severos na saúde, educação e programas sociais, além do fim de uma política externa soberana, submetendo nossas riquezas aos interesses norte-americanos.

A conclusão é inevitável: dias muito sombrios nos aguardam. Levamos anos para reconstruir patamares mínimos de justiça social e desenvolvimento no país, e o risco atual é de um retrocesso de décadas. Cabe ao povo brasileiro decidir no voto o destino da nação — restando o lamentável receio de que metade da população venha a pagar o preço pela insanidade da outra metade.

Yuri Matos
matos220@gmail.com