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O “DISTINTO” VOTO DE FLÁVIO BOLSONARO
Fica difícil acreditar que ainda tem eleitor dizendo que Flávio Bolsonaro é a favor da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial e com dois dias de descanso.  por MARCO WENSE
15/10/2026 10h29
Por: Carlos Nascimento Fonte: COLUNA WENSE, QUINTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2O26.

Fica difícil acreditar que ainda tem eleitor dizendo que Flávio Bolsonaro é a favor da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial e com dois dias de descanso. 

O PL, abrigo partidário do clã Bolsonaro, através do deputado Sóstenes Cavalcante, líder da legenda na Câmara Federal, apresentou uma tal da PEC das Horas Trabalhadas, cujo objetivo é promover o retorno da escala 6x1, obviamente se Flávio Bolsonaro for eleito. 

Diria até que essa proposta das horas trabalhadas, além de ser um absurdo, chega a ser hilariante. Só na cabeça dos incautos pensar que o empregador vai negociar com quem procura o emprego nas mesmas condições. 

Ora, ora, é o empregador que vai ditar as horas de trabalho. Eu quero assim, assim e assim. Do contrário, tchau. Vá procurar emprego em outro lugar. A pessoa, desesperada, vai dizer "sim" para seu futuro patrão, concordando com as exigências. 

A PEC das Horas Trabalhadas é a cara do bolsonarismo, que está pouco se lixando para os direitos trabalhistas. 

A proposta do Partido Liberal, com o aval do candidato Flávio Bolsonaro, da PEC das Horas Trabalhadas, pode ser interpretada como um estelionato eleitoral ou até mesmo um golpe. 

O fim da escala 6x1 foi votada na Câmara Alta com o placar de 75 versus 1. O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). 

Questionado sobre o voto de Flávio Bolsonaro, depois de chamar a proposta do governo Lula de "oportunista", Mourão disse que "Flávio é Flávio, eu sou Hamilton Mourão". 

Lembrando ao caro e atento leitor que Mourão foi vice do então presidente Jair Messias Bolsonaro. O relacionamento político do general com o número 1 não é bom. É um pra lá, outro pra cá. 

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência da República, não compareceu no plenário da Casa Legislativa. Sua presença na sessão ocorreu de forma virtual. 

Ao votar pelo fim da escala 6x1, depois de contundentes críticas, a pecha de oportunista colou no número 1. O combinado com os empresários, principalmente os da Faria Lima, não foi cumprido.

Concluo dizendo que o voto de Flávio Bolsonaro foi considerado pelo lulismo como o mais "distinto".

Sobre o autor:

(*) MARCO WENSE é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no PÁGINA DE POLÍCIA e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.

Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.

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