O Estadão, em editorial, diz que o ministro Flávio Dino "atua para reeleger Lula". Deveria fazer outro dizendo que André Mendonça "atua para eleger Flávio Bolsonaro".
A parcialidade do Estadão, pelo qual sou assinante, salta aos olhos. Não à toa que é considerado um jornal de viés de direita.
E por falar em Dino e Mendonça, o Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Poder Judiciário, virou um tribunal político-partidário.
A chamada "guerra santa" entre católicos e evangélicos adentrou na Alta Corte. O ministro Luiz Fux acaba de suspender a decisão de Flávio Dino em relacão as publicações sobre Nossa Senhora Aparecida, a santa que Flávio Bolsonaro não quer mais como padroeira do Brasil.
A decisão de Luiz Fuz, atendendo a um pedido da defesa do senador-presidenciável, volta a proibir os posts sobre Nossa Senhora e o primogênito do ex-morador do Palácio do Alvorada.
Que coisa, hein! Os ministros do STF estão se engalfinhando. A principal consequência é o fortalecimento da opinião de que o Egrégio Tribunal enfrenta sua pior crise na história da República brasileira.
O lulismo e o bolsonarismo invadiram o STF, cuja precípua função é de julgar e não de "politicar", que é inerente aos partidos políticos.
Eliane Cantanhêde, na sua coluna no Estadão, tem razão quando diz que "só falta os ministros irem de vermelho ou enrolados nas bandeiras do Brasil, EUA e Israel para o STF".
Lamentável o que vem acontecendo com STF, que é o guardião da Lei Maior, da nossa Constituição.
Que os senhores ministros tenham juízo, responsabilidade e prudência. É o mínimo que o cidadão e cidadã brasileiros pedem.
COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 29 DE SETEMBRO DE 2026.
Sobre o autor:
(*) MARCO WENSE é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no PÁGINA DE POLÍCIA e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.