Tá lá no Google: "Casa da mãe Joana é uma expressão popular que significa um lugar ou situação sem ordem, bagunçado e sem regras, onde cada um faz o que quer e entra quem quiser".
É o Brasil de hoje, com os Poderes da República - Executivo, Legislativo e Judiciário - se engalfinhando entre si. Jogaram o preceito constitucional da harmonia e independência na lata do lixo.
A imagem da coluna de hoje é a prova inconteste de que a República brasileira está estraçalhada, aos frangalhos, pedindo socorro. Por favor me salve antes que seja tarde demais.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instância máxima da Justiça Eleitoral, proibiu usar a imagem do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro em manifestações públicas, principalmente eleitoreiras.
Ora, ora, Flávio Bolsonaro, além de mostrar um quadro do pai, condenado por tentativa de golpe de Estado e outros delitos, ainda desafiou e debochou do TSE: "Vem tomar".
Lembrando ao caro e atento leitor que o presidente do TSE, Nunes Marques, foi indicado pelo clã Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Outro lembrete é que Nunes Marques está fragilizado diante de notícias da imprensa que o relacionam ao banqueiro Daniel Vorcaro, que só espera o resultado do pleito eleitoral para delatar.
Ora, ora, até as freiras do convento das Carmelitas sabem que a delação premiada de Vorcaro vai ser uma com Lula reeleito e outra com Flávio saindo vitorioso do pleito presidencial.
Flávio Bolsonaro debocha das instituições antes de ser eleito, fico a imaginar como presidente da República. Sendo candidato à reeleição vai aceitar uma derrota? Diz o ditado popular que "filho de peixe, peixinho é". Teremos um outro 8 de janeiro de 2023?
Quanto ao processo eleitoral, o principal adversário do número 1 e do petista-mor, protagonistas da odienta polarização, são eles mesmos, que atiram no próprio pé. Lula no esquerdo, Flávio no direito. É o Lula x Lula, Flávio x Flávio.
Outro ponto diz respeito aos milhões e milhões de reais relacionados ao escândalo do Banco Master. Os do contrato com o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes fizeram mais estragos na campanha da reeleição de Lula do que os milhões do filme "Dark Horse" na de Flávio, com parte da dinheirama, tirada dos aposentados, bancando as despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
O que demonstra a incompetência da equipe de marketing da campanha de Lula. Ora, ora, de um lado Alexandre de Moraes que não foi nomeado por Lula. Do outro, o próprio Flávio Bolsonaro, o candidato à Presidência da República.
A óbvia e ululante conclusão é que o anti-Lula é muito mais forte e encrustado do que o anti-Bolsonaro.
E assim caminha a República Federativa do Brasil.
COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 23.09.2026.
(*) MARCO WENSE é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no PÁGINA DE POLÍCIA e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.