ARTICULISTAS “orçamento secreto”.
Caiu a máscara
Sempre nos venderam a ilusão de que salários altos seriam a solução contra a corrupção. por Yuri Matos
18/09/2026 11h57
Por: Carlos Nascimento Fonte: por Yuri Matos

Sempre nos venderam a ilusão de que salários altos seriam a solução contra a corrupção. Dizia-se que, pagando bem a deputados, ministros, policiais e demais agentes públicos, acabaríamos com a roubalheira. Puro engano. A teoria ruiu. A corrupção se alastra por todas as camadas sociais, e o pior: infecta com ainda mais força justamente os que ganham mais.

Os escândalos envolvendo os amigos de Vorcaro escancaram essa podridão. Veja o caso de Flávio Bolsonaro, que chega a disparar frases sem o menor pudor: "Estou e sempre estarei contigo", "Topa jantar com o Jim Caviezel?" ou "Tá perdendo, irmão. Tudo isso só está sendo possível por causa de você!". Declarações como essas escancaram o nível de intimidade com a marginalidade.

E na mesma esteira surge o ministro Moraes: mesmo recebendo perto ou mais de R$ 80.000,00 por mês, fecha com seu escritório um contrato de R$ 136 milhões — valor idêntico ao negociado com Flávio para lavar dinheiro no filme sobre o outro criminoso, Jair Bolsonaro.

Vivemos tempos sombrios e revoltantes. Trabalhamos como loucos, dia e noite, de sol a sol, apenas para sustentar quadrilhas que sugam o nosso suor e usam nossos impostos como bem entendem.

Olhem para o "orçamento secreto". Até o nome dessa aberração escancara, de forma desavergonhada, como muitos dos nossos deputados agem: não respeitam o país, pisam na nossa bandeira e debocham da nossa luta para manter esta nação de pé. Não se elegem por dever cívico ou amor à pátria; elegem-se pelo desejo visceral de se enriquecerem às custas do povo.

Aqui na Bahia, ninguém se salva. Se olharmos para a esquerda, vemos Jaques Wagner se lambuzando nas tetas de Vorcaro; se olharmos para a direita, vemos ACM Neto atolado até o pescoço na mesma lama.

É por isso que milhares de brasileiros abandonam este chiqueiro e fogem para países normais. Países onde a dignidade impera, onde as leis são cumpridas e onde o dinheiro do contribuinte é de fato investido em educação, saúde e bem-estar. Vão para lugares onde roubar ainda é visto como uma vergonha imperdoável — exatamente o oposto do que assistimos aqui.

Yuri Matos
matos220@gmail. com