Tal pai, tal filho. Tal Jair Messias Bolsonaro, tal Flávio Bolsonaro. Tal eleitorado do pai, tal eleitorado do filho.
Até que ponto chegamos: uma sucessão presidencial, para o cargo mais importante da República, nesse nível.
Qual o projeto de Flávio Bolsonaro? O que ele pensa sobre o futuro do Brasil? A resposta é que não pensa nada, absolutamente nada.
Veja, caro e atento leitor, o que diz a Folha de São Paulo sobre o primogênito do ex-morador do Alvorada e enteado da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro.
"Mais grave é o projeto político do qual se apresenta como herdeiro. Jair foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado, enquanto Flávio promete indultar o pai e preserva o discurso do confronto institucional".
"Também é arriscada sua subserviência a Donald Trump, presidente dos EUA, em temas sensíveis como tarifas, terra raras e mudança climática".
"Quando deputado estadual, chegou a conceder a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio a um policial que estava preso sob acusação de homicídio e que, mais tarde, seria identificado como integrante de milícia. Sua vida pública também foi marcada pela investigação sobre um suposto esquema de "rachadinhas" em seu gabinete".
“COM FACÃO NA MÃO, FLÁVIO DEFENDENDE A CASTRAÇÃO DE ESTRUPADORES.”
A direita brasileira não merece um Flávio Bolsonaro. Esse importante segmento ideológico não está bem representado. O bolsonarismo enterra a direita que tem o respeito da esquerda.
O enraizado antipetismo não pode empurrar o Brasil para uma situação nebulosa, de incerteza.
O discurso de que a eleição de Flávio Bolsonaro vai "pacificar" o Brasil é uma deslavada mentira. Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que a institucionalidade será abalada.
O pega-pega vai começar dentro do clã Bolsonaro, com os filhos 2, 3 e 4 se engalfinhando por espaços no governo. Lembrando ao caro e atento leitor que Eduardo Bolsonaro quer ser ministro das Relações Exteriores.
Um eventual governo Flávio Bolsonaro será marcado por um forte sentimento de vingança, por uma implacável perseguição. Será declarado como inimigo da Pátria quem não seguir a cartilha do bolsonarismo.
Será acrescentado ao bordão "Deus, Pátria e Família" a palavra obediência, obviamente ao bolsonarismo. Ficaria "Deus, Pátria, Família e Obediência".
Se Flávio Bolsonaro fosse um general, até mesmo um capitão, uma continência dos ministros seria obrigatória, assim como fez o pai diante da bandeira dos Estados Unidos.
E assim caminha a República Federativa do Brasil.
COLUNA WENSE, QUINTA-FEIRA, 17.09.2026
Sobre o autor:
(*) MARCO WENSE é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no PÁGINA DE POLÍCIA e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
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