Depois não adianta chorar o leite derramado. Falo da oposição, mais especificamente do netismo, da candidatura de ACM Neto (União Brasil) à sucessão do Palácio de Ondina.
É inacreditável o que aconteceu em Cícero Dantas, no nordeste da Bahia, no polígono das secas, com o deputado federal Marcelo Nilo, que busca sua reeleição pelo Republicanos.
Que coisa, hein! Parece "fake news" dos adversários, mas não é. Em um evento de campanha de ACM Neto, Nilo não foi relacionado para os discursos. Ficou a ver navios. Trataram o combativo parlamentar com desdém.
Lembrando ao caro e atento leitor que Marcelo Nilo, na eleição de 2022, foi o mais votado em Cícero Dantas. Fico a imaginar o constrangimento do ex-aliado do lulopetismo da Boa Terra.
O parlamentar, com toda razão do mundo, ficou muito chateado por ter sido escanteado, como se fosse o "patinho feio" do palanque. Mesmo assim, declarou que "a situação não altera sua posição na campanha de ACM Neto".
É quase unânime a opinião de que vai ganhar o pleito quem errar menos, já que a disputa está acirrada. Assim como tem a polarização nacional, tem também a da Boa Terra: Jerônimo Rodrigues versus ACM Neto.
A sucessão está aberta. A segunda vaga para o Senado também, já que uma é dada como certa, favas contadas para o ex-governador e ex-ministro Rui Costa (PT).
Concluo dizendo que "não adianta chorar pelo leite derramado", como diz o ditado popular. Se o caro e atento leitor preferir, pode substituir pela expressão "Inês é morta"
COLUNA WENSE, TERÇA-FEIRA, 15.09.2026.
Sobre o autor:
(*) MARCO WENSE é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.