O principal assunto continua sendo o megaescândalo do "Dark Horse", com dinheiro público para financiar o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
E o pior é que há fortes suspeitas que os milhões e milhões de dólares de Daniel Vorcaro, via Banco Master, dinheiro sujo, de esquema fraudulento, está pagando as despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Parece "fake news", mas não é: ainda tem gente acreditando que a dinheirama é limpa, é dinheiro particular, não tem um centavo dos cofres públicos. Tenta santa paciência!
Que coisa, hein! Dinheiro público sustentando a boa vida do número 3 nos Estados Unidos. Só falta agora uma nova remessa de Pix dos bondosos bolsonaristas.
Mas o que vem chamando atenção nesse lamaçal, cada vez mais fétido, é o ministro André Mendonça, do STF, ser contra a liberação total das conversas de Vorcaro no celular.
Por que André Mendonça é contra a divulgação na íntegra das conversas de Vorcaro com fulano, sicrano e beltrano? No mínino, estranho. Muito estranho.
Quem ficou com a pulga atrás da orelha foi Edson Fachin, presidente da Alta Corte. Ato contínuo, percebendo a estranha posição de Mendonça, solicitou da Polícia Federal dados integrais das conversas de Vorcaro.
André Mendonça, respondendo a Fachin, disse que não podia enviar os dados da conversa de Vorcaro por um problema técnico. O presidente peticiona a PF, que desmente Mendonça. E que vai enviar os dados integrais do celular de Vorcaro.
O ministro André Mendonça, ao responder a Fachin, diz que abrir a íntegra dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro pode "tumultuar o julgamento e comprometer investigações".
Ora, ora! Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o tumulto já vem de muito tempo com os vazamentos seletivos, o que deixa claro o viés político-partidário, obviamente bolsonariano.
Concluo dizendo que ainda tem muita água para passar sob a ponte do megaescândalo, água suja e fedorenta.
E assim caminha a República Federativa do Brasil, transformada em um grande lixão.
COLUNA WENSE, SEGUNDA-FEIRA, 14 DE SETEMBRO DE 2026.
(*) MARCO WENSE é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.