CIDADES Feira de Santana-BA
Prefeitura e coletivos de reciclagem se unem para promover ação socioambiental na 47ª Expofeira
​Idealizado por Cláudio Borges, popularmente conhecido como Mestre Paraná, o projeto tem como foco principal retirar os trabalhadores da invi...
12/09/2026 10h30
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Feira de Santana - BA

A 47ª Exposição Agropecuária de Feira de Santana (Expofeira 2026) é palco de uma importante iniciativa que une preservação ambiental e responsabilidade social. Pelo segundo ano consecutivo, uma parceria entre os coletivos "Ginga Recicla" e "Rede Sol" vem realizando a coleta seletiva e a conscientização ambiental durante o evento, garantindo que toneladas de materiais recicláveis tenham o destino correto.

​Idealizado por Cláudio Borges, popularmente conhecido como Mestre Paraná, o projeto tem como foco principal retirar os trabalhadores da invisibilidade, promovendo cidadania através da sustentabilidade. Segundo ele, a ação vai muito além da limpeza do Parque de Exposição.

​"Nós procuramos manter o lado solidário, que é cuidar do meio ambiente, mas trazendo também a informação social, o ganha-pão e a cidadania. Nosso objetivo é promover a sustentabilidade junto aos nossos colaboradores, que são pessoas em situação de vulnerabilidade", explica Mestre Paraná.

​Todo o material recolhido no evento, que em outras circunstâncias poderia parar em aterros ou descartado irregularmente, é separado, coletado e encaminhado para as centrais de reciclagem de Feira de Santana e região. O idealizador faz um alerta sobre o impacto desse trabalho: "Pense em quantos milhões de resíduos estariam no lixo hoje. As margens dos rios, muitas vezes, estão repletas de garrafas PET e de vidro. Nosso objetivo é a preservação ambiental atrelada à geração de renda".

O planejamento inicial para a 47ª Expofeira previa a atuação de 30 catadores trabalhando simultaneamente. Contudo, devido à logística, a organização precisou se adaptar.

​"Não tivemos condições de manter todo esse pessoal de uma vez. Hoje, estamos fazendo um rodízio coletivo: um dia vêm 10, no outro vêm 15. Fizemos isso para termos condições de manter o projeto e pagar um valor digno para o pessoal que vem trabalhar. Precisamos de apoio financeiro e coletivo para dar melhores condições a nós, catadores", ressalta Cláudio Borges.