O marqueteiro Sidônio Palmeira deve estar preocupado com a teimosia do presidente Lula, que volta e meia comete uma bobagem.
O petista-mor, até mesmo pela avançada idade, não pode desdenhar os conselhos do baiano Sidônio, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social.
Sidônio, por sua vez, tem que ficar mais atento. Não é só o peixe que morre pela boca. O candidato, seja de esquerda, direita, centro e suas variantes, tem também sua morte política pela cavidade bucal.
Na última derrapada de Lula, que legitimamente busca à reeleição, faltou uma atenção maior de Sidônio em relação a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho mais velho do morador do Alvorada.
Até as freiras do convento das Carmelitas sabiam que o "Caso Lulinha" viria à tona na sabatina do Jornal Nacional. Matematicamente falando, 2+2=4.
Caberia a Sidônio verificar se existia nas redes sociais alguma imagem da esperta Roberta com Lulinha, orientando Lula para uma possível pergunta sobre a lobista, se a conhecia ou não.
O problema de "morrer" pela boca não é só uma questão de idade. Flávio Bolsonaro, além de ser fisgado pela língua, costuma atirar no próprio pé. De preferência, o direito.
Aconselho ao bom marqueteiro Sidônio Palmeira seguir o ditado popular "um olho no padre, outro na missa". O sacerdote é Lula. O ato litúrgico é a política, a campanha do quarto mandato.
Se Lula continuar achando que pode fazer as coisas sem antes conversar com o competente e experiente Sidônio, o tiro da reeleição vai sair pela culatra.
COLUNA WENSE, DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.