Em entrevista ontem ao Jornal Nacional, Ronaldo Caiado (PSD), postulante ao cargo mais cobiçado do Poder Executivo, defendeu uma "anistia ampla e geral" para os golpistas do 8 de janeiro de 2023.
Caiado errou ao dizer que o STF concedeu anistia ao presidente Lula. Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que a "anistia" ao petista-mor decorreu das barbeiragens jurídicas e da escancarada parcialidade de Sérgio Moro, então juiz da Lava Jato.
Lembrando ao caro e atento leitor que Moro se transformou no maior "cabo eleitoral" da eleição de Bolsonaro. Como contrapartida, virou ministro da Justiça e Segurança Pública.
O que chamou mais atenção na sabatina foi o otimismo de Caiado. "Vou para o segundo turno e vou derrotar Lula". Outro lembrete é que Caiado não passou de 5% nas intenções de voto.
A única possibilidade de Caiado ir para a segunda etapa eleitoral é com uma desistência de Flávio Bolsonaro, o que está muito longe de acontecer. Diria que é mais fácil encontrar uma pequenina cabeça de alfinete em um grande palheiro.
A positividade de Ronaldo Caiado é elogiável. Mas o sonho de ser eleito presidente da República caminha para um grande pesadelo.
Petistas e bolsonaristas já começam a falar que Ronaldo Caiado "está nadando na maionese", como diz a expressão popular.
PS - De um a cinco, nota 1,5 para o presidenciável do PSD. Caiado foi evasivo, confuso. A única proposta que ficou clara foi a de anistiar os golpistas. O fraco desempenho foi uma boa notícia para o bolsonarismo, que não quer um concorrente no campo da direita, o que poderia diminuir as intenções de voto no número 1.
COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 26 DE AGOSTO DE 2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.