Vai começar o "espetáculo" de denúncias de escândalos no horário eleitoral destinado aos partidos políticos. O maior da história da República brasileira.
A tal da odienta polarização, lulismo versus bolsonarismo, que não canso de dizer que vem chafurdando o Brasil na lama, vai ser a responsável-mor pelo pega-pega na sucessão presidencial, do salve-se quem puder.
As campanhas dos dois candidatos que podem ganhar o pleito - presidente Lula (PT-reeleição) e Flávio Bolsonaro (PL) - já decidiram que a melhor defesa é o ataque, sem dó e piedade.
Nessa disputa de quem vai sair mais chamuscado, a desvantagem é do número 1, o primogênito do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Por que? Perguntaria o caro e atento leitor.
O alvo principal do bolsonarismo é o filho de Lula, mais conhecido como Lulinha. O do lulismo é o próprio Flávio Bolsonaro com sua vida pública abarrotada de escândalos. Lula não é Lulinha.
De um lado, o Lulinha citado pela Polícia Federal como "destinatário de pagamentos" de empresários com interesse no governo. Do outro, Flávio Bolsonaro tendo que explicar os escândalos das rachadinhas e dos milhões e milhões de reais que sumiram no caso "Dark Horse".
No quesito escândalo, os filhos de Lula e Bolsonaro são como "cara de um, focinho do outro", como diz o ditado popular. Ou, se o caro e atento leitor preferir, "bananas do mesmo cacho" ou "farinhas do mesmo saco".
O que chamou atenção foi a declaração do número 1 de que o escândalo do Dark Horse é "página virada", como tivesse informações de que o inquérito da Polícia Federal não vai dar em nada. Os R$ 61 milhões de dinheiro sujo de Daniel Vorcaro sumiram. Cadê o dinheiro? Cadê o contrato? Cadê a prestação de contas?
Dizer que o Caso Dark Horse é "página virada", com a honrosa Polícia Federal investigando o paradeiro da dinheirama, é um acinte, desrespeito. Diria até que é um deboche.
O que não pode é o vazamento seletivo para setores da imprensa, que vêm divulgando informações sigilosas que estão em segredo de justiça. Mas só em relação ao filho de Lula. Nada sobre o número 1.
O ministro da Alta Corte, André Mendonça, nomeado pelo então presidente Bolsonaro, mandou a PF apurar a origem das informações vazadas que estão em segredo de justiça.
Concluo dizendo que, ou se acaba com o "vazamento seletivo", ou libera todas as informações sobre o envolvimento de Lulinha e Flávio Bolsonaro nos escândalos.
Portanto, que o vazamento seja amplo, geral e irrestrito, colocando o povo brasileiro como mais um "juiz" para julgar os dois escândalos.
E assim caminha a República Federativa do Brasil.
COLUNA WENSE, SÁBADO, 22 DE AGOSTO DE 2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.