Olhe, caro e atento leitor, o semblante do vice Gilberto Kassab, comandante-mor do PSD, quando Ronaldo Caiado diz que tem o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de 602 prefeitos do Estado de São Paulo. Lembrando que o maior colégio eleitoral do Brasil tem 645 alcaides.
CONFIRA VÍDEO: CAIADO DIZ TER APOIO DE TARCISIO E DE CENTENAS DE PREFEITOS
Quer dizer que o apoio de Tarcísio, que busca à reeleição para o cobiçado comando do Palácio dos Bandeirantes, ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) é de mentirinha?
Se Caiado tem o "apoio" de Tarcísio e dessa enxurrada de prefeitos, por que amarga a irrisória pontuação de 4% de intenções de voto nas pesquisas?
Caiado anda fazendo duras críticas ao número 1 e ao presidente Lula (PT-reeleição-quarto mandato). Sobre o primogênito de Jair Messias Bolsonaro, diz que "não adianta lançar candidato que vai ficar explicando seus problemas".
Ao ser questionado sobre uma eventual interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral, responde que "os Estados Unidos não mandam no Brasil. A eleição nossa vai ser decidida aqui".
A dúvida agora é quem é o bobo nesse emaranhado jogo político, se Flávio Bolsonaro ou Ronaldo Caiado, já que ambos acreditam que estão tendo o apoio de Tarcísio.
Cabe ao ex-presidenciável Tarcísio de Freitas, cuja então pré-candidatura foi defenestrada, sem dó e piedade, pelo próprio Flávio Bolsonaro, esclarecer a polêmica. O silêncio pode ser interpretado como se Tarcísio esteja fazendo jogo duplo.
COLUNA WENSE, SEGUNDA-FEIRA, 17.08.2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.
Que coisa, hein! 602 prefeitos não são 62. Pelo andar da carruagem, a sucessão presidencial já tem outro "ismo", além do lulismo, bolsonarismo e caismo. Temos agora o "pinoquismo".