Durante a convenção nacional do PSD, Ronaldo Caiado, agora candidato à Presidência da República, chamou Lula e Flávio Bolsonaro de os "rejeitados", se referindo as pesquisas que apontam o petista-mor e o número 1 com um alto índice de rejeição.
Quanto a Lula, já era esperado um discurso duro. Caiado chamou o PT de partido "bandido". Lembrou do mensalão e outras denúncias que envolvem a legenda e suas lideranças políticas.
O que chamou atenção foram os ataques a Flávio Bolsonaro (PL). "Quem rouba com a mão esquerda ou com a mão direita é ladrão", disse Caiado ao lado do vice Gilberto Kassab, comandante-mor nacional do PSD.
Lembrando ao caro e atento leitor que o PSD passou um bom tempo usufruindo das benesses do governo Lula, ocupando, salvo engano, a titularidade de três ministérios e muitos cargos de segundo escalão.
Ronaldo Caiado, com sua metralhadora giratória, atirou para todos os lados. Falou das rachadinhas, do desvio do dinheiro dos aposentados e do caso Master. O candidato do PSD, que antes fazia elogios a Flávio, mudou sua postura. Lula e o primogênito de Jair Messias Bolsonaro são iguais.
O que terminou deixando o bolsonarismo tiririca da vida com Caiado, agora como ex-aliado e ex-bolsonarista, foi o deboche e a ironia com o candidato do PL, abrigo partidário do clã Bolsonaro.
Caiado disse que o Brasil precisa de candidato que não seja um "Kinder-Ovo", um nome para o Planalto sem "surpresinha todo dia", se referindo aos escândalos envolvendo Flávio Bolsonaro, seu adversário no campo da direita.
Como não bastasse, chamou o número 1 de "frango de granja", se autodenominando como um "galo de terreiro" acostumado a enfrentar brigas políticas sem precisar pedir socorro. Se referindo a carta de Bolsonaro lida pelo filho primogênito.
Como Caiado dar como favas contadas uma final entre ele e o candidato do PT, fica no ar a seguinte pergunta: Será que o "galo de terreiro" vai se ajoelhar nos pés do "frango de granja" suplicando por seu apoio?
Coisas da política, diria o saudoso jornalista Carlos Castelo Branco na sua conceituada e imperdível coluna no então Jornal do Brasil.
COLUNA WENSE, SEGUNDA-FEIRA, 27 DE JULHO DE 2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.