Ficam dizendo, obviamente os bolsonaristas, mais especificamente os chamados de "raiz", que são integrantes da direita extremista, que a Coluna Wense "pega no pé" do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).
Não é o "pega no pé". São os tiros que o número 1 de Jair Messias Bolsonaro dar nos próprios pés, de preferência no direito. Muitas vezes no mesmo dia. É impressionante.
É o Flávio versus Flávio.
Olhe, caro e atento leitor, o título da matéria de hoje de Francisco Leali, colunista político do Estadão: "Flávio Bolsonaro emitiu 41 notas fiscais e quer ser candidato sem dizer quanto recebeu e quem pagou".
Como não comentar sobre uma notícia dessa? É o mesmo que, como um apaixonado vascaíno, não comemorar uma vitória do Gigante da Colina.
O primogênito do ex-morador do Palácio do Alvorada vai se comportando como um político da "série B" do campeonato brasileiro. E o pior é que só faz "gol contra".
Só conta agora com o apoio do PL, abrigo partidário do clã Bolsonaro. Até o centrão deu um chega pra lá na sua pré-candidatura.
E por falar no pragmático centrão, deixando de fora PSD e o Novo, que já têm seus presidenciáveis, respectivamente Ronaldo Caiado e Romeu Zema, só espera o momento certo para apoiar à reeleição de Lula. Basta o petista-mor aumentar a diferença de votos em relação ao número 1.
Ainda tem muita água para passar por debaixo da ponte da sucessão presidencial, água limpa, em pouca quantidade, e muito água suja e fétida.
Pelo andar da carruagem, Flávio Bolsonaro vai continuar na série B do pleito de 2026 e fazendo gol contra.
COLUNA WENSE, SEXTA-FEIRA, 24 DE JULHO DE 2026.
Sobre o autor:
(*) Marco Wense é advogado e articulista político itabunense, com coluna diária - COLUNA WENSE -, publicada no Página de Polícia e em diversos sites. Seus textos combinam linguagem acessível com rigor argumentativo, sempre marcados por um tom crítico, combativo e atento às questões sociais.
Atua na defesa dos direitos dos trabalhadores, denuncia privilégios e excessos do poder e cobra, de forma constante, o respeito à Constituição. Sua coluna tem forte repercussão regional e circulação nos meios políticos, alcançando inclusive gabinetes do Legislativo municipal, estadual e federal.